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Instituto Biológico reúne rico acervo à disposição dos interessados O Centro de Memória do Instituto Biológico, órgão subordinado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, reúne 340 mil documentos, entre textos (cartas, jornais, revistas, relatórios), fotografias e ilustrações científicas. O acervo atrai pesquisador, historiador, professor, escritor, jornalista e demais profissionais à procura de informações sobre a ciência e também a respeito de grandes nomes que passaram pelo Biológico em seus mais de 80 anos de vida dedicados à saúde animal e vegetal no Estado. Há documentos até do final do século 19. Além disso, o local abriga 17 mil negativos de vidro e mil dos feitos de plástico, usados para imprimir ilustrações em publicações, técnica hoje em desuso. A organização do material foi iniciada na década de 1960, pela pesquisadora Márcia Rebouças. Mas apenas em 2007 ganhou o espaço, composto por cinco salas, no quinto andar do famoso prédio da Vila Mariana, na capital, sede do Biológico. Ali, Márcia expõe, cataloga, guarda e trata o acervo. Para tanto, contou com investimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp. Márcia informa que há pouco tempo recebeu no Centro de Memória um pesquisador que procurava informações para fazer sua tese de doutorado sobre o cientista Henrique da Rocha Lima, que dirigiu o Biológico nos anos 1930/1940. Rocha Lima, explica ela, foi um dos maiores cientistas brasileiros. Trabalhou por anos na Alemanha, onde descobriu o microorganismo transmissor do tifo, doença que dizimou soldados na Primeira Guerra Mundial (1914/1918). "Acredito que só não ganhou o Prêmio Nobel por não ser europeu", diz Márcia. Nuvens de gafanhotos Parte do acervo é composta por 260 mil documentos textuais sobre pesquisa científica, campanha sanitária da área animal e vegetal, vida de cientistas e conquistas do dia a dia de suas pesquisas, anotação de trabalho. O material mostra a evolução científica no Brasil e no exterior. Há correspondência entre pesquisador e escritor, como, por exemplo, as cartas trocadas entre Arthur Neiva (diretor do Biológico antes de Rocha Lima) com Monteiro Lobato, autor de O Sítio do pica-pau amarelo. O visitante encontra correspondência entre pesquisadores do instituto e do mundo inteiro e artigos em jornais com todo estudo realizado no Brasil e lá fora. Márcia observa que nas duas primeiras décadas do século 20 a Alemanha era o grande centro irradiador de pesquisa científica. "Era comum, naqueles tempos, pesquisador do Biológico falar e escrever em alemão". São 60 mil fotografias que mostram cientistas, laboratórios, plantas e animais com as mais diversas patologias, insetos, experimentos, além de três mil documentos sobre a arquitetura do prédio principal do instituto. Entre documentos e fotos, existe referência ao Gafanhoto, nome dado por Rocha Lima ao avião utilizado no combate a nuvens de gafanhotos e outras pragas na agricultura nos anos 1940/1950. Era um modelo Paulistinha, dos mais populares da época. E, o mais incrível, a piloto do Gafanhoto foi Ada Rogatto, funcionária administrativa do instituto, especializada em aviação, paraquedismo e salto ornamental. Vários outros documentos são mostrados ao visitante, como estudos sobre formiga saúva, leprose da laranja, pragas do algodão, carvão da cana-de-açúcar, tristeza dos citros, cancro cítrico, aftosa, doença de Aujeszky, brucelose, doença de aves, tuberculose, raiva, entre outros. Da Agência Imprensa Oficial Fonte: Assessoria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo Outras notícias Wilson Aguiar estreia o solo Concerto para um Corpo Traquejado no Atelier Cênico, dia 7 de março. Sesc 24 de Maio apresenta espetáculo gratuito com Impacto Agasias Grupo de Teatro. Premiado musical Bertoleza ganha nova temporada gratuita no Teatro Alfredo Mesquita. Sesc 24 de Maio apresenta, dias 21 e 22 de fevereiro, espetáculo gratuito para crianças. Itaú Cultural realiza programação paralela à exposição Game+ Arte, cultura e comunidade, com seminário, oficinas, desfile e visitas mediadas. |
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