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Biblioteca Mário de Andrade organiza visitas ao seu acervo de obras raras
Fevereiro 08, 2011


A Biblioteca Mário de Andrade, segunda maior biblioteca pública do País, com um acervo de mais de três milhões de documentos, tem realizado visitas guiadas ao seu acervo de obras raras e demais salas de assuntos específicos, como a de artes e a mapoteca.

Reaberta ao público no último dia 25 de janeiro, data do 457º aniversário da Cidade, a biblioteca recebe pessoas interessadas em conhecer a riqueza dos volumes guardados nos 22 andares do prédio, construído em estilo art déco na década de 1940.

É ainda em clima de inauguração que a direção da biblioteca realiza as visitas guiadas para, entre outras coisas, contar a história da Mário de Andrade, mostrar seu acervo e divulgar a intensa programação cultural que ocorre durante a semana nas áreas de convivência.

As visitas ocorrem às terças e quintas-feiras, às 11h e 15h. Para participar basta se inscrever pelo telefone 3256-5270, ramal 206, ou no 3241-3459. Até agora, seis grupos já participaram das visitas, que duram cerca de uma hora e passam pelas salas de Artes, Mapoteca, Obras Raras e Especiais, Coleção Geral, Atualidades e Circulante. “Antigamente, eu vinha para ler os jornais e também os livros de filosofia, que depois veio a ser a minha formação profissional. Não conhecia essa parte da biblioteca e estou achando muito bom poder visitar essas salas”, diz Benedito de Lima Fernandes, 68 anos.

Além de desfrutar de um passeio tranqüilo e dirigido para todas as idades, os visitantes podem fazer perguntas para os coordenadores de cada área e visualizar documentos interessantes. Na Mapoteca, por exemplo, 500 mapas e plantas considerados raros podem ser consultados e na seção de Raros o primeiro jornal ilustrado de São Paulo, o “Diabo Coxo” (1864), pode ser apreciado juntamente com um exemplar de Macunaíma, que contém a dedicatória do autor. “Eu já tinha vindo aqui outras vezes para estudar para concurso, sabia que a biblioteca tinha um acervo grande, mas ver de perto as obras raras é muito legal. O passeio vale a pena”, conta Ingrid dos Santos, 20 anos.

Cada sala possui um auxiliar para ajudar na busca dos documentos e livros, entre outros materiais, e pode ser visitada por qualquer pessoa. Porém, a direção da biblioteca pede agendamento prévio para a busca de materiais da Mapoteca e da seção de obras raras. O contato deve ser feito pelo telefone 3256-5270, ramal 206.

Outro destaque é a sala de Artes. Nesse espaço, os usuários podem consultar documentos sobre arte em geral, urbanismo, arquitetura, escultura, cerâmica, pintura, fotografia, cinema, artes cênicas, dentre outros. O acervo, que leva o nome de Sérgio Milliet, um dos ex-diretores da biblioteca, tem 27 mil exemplares e recebe a visita de diversos profissionais e pessoas interessadas no assunto. “Adoro arte. Sou estudante de arquitetura e aqui tem livros que não consigo encontrar em outros lugares. Fora que a biblioteca é superaconchegante e estudar aqui tem um gosto especial”, comenta Ricardo de Sousa.

Para uma prévia do que pode ser encontrado no setor de obras raras acesse o site da biblioteca e veja 211 livros considerados raros e as 1.000 gravuras desenhadas por estrangeiros que visitaram e retrataram o Brasil. O programa que disponibiliza os textos digitalizados possibilita a leitura dos volumes e também tem a ferramenta de procura por palavras específicas dentro do texto.

A reforma

Embora tenha passado por diversas reformas durante sua história, a mais significativa teve início em dezembro de 2007, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e verbas da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Além da reforma de toda a estrutura, do mobiliário e das adaptações para pessoas com mobilidade reduzida, foi feita a desinfecção de 200 mil obras que estavam sendo acometi das por insetos.

A reabertura total da biblioteca marca nova fase e devolve à população um importante equipamento de cultura. “Finalmente, a biblioteca parece que poderá se acomodar de forma adequada e o público poderá voltar a freqüentá-la. Venho aqui desde 1958 e nunca foi assim tão acolhedor e com tratamento tão atencioso”, conta Benedito de Lima Fernandes.

Em 21 de julho de 2010, a seção Circulante da biblioteca voltou a funcionar já nas instalações reformadas e até dezembro do mesmo ano 89.540 pessoas haviam passado pela seção, que, nesse período, emprestou mais de 21 mil obras. Mais visitada pelo público em geral, a Circulante possui 42.525 obras disponíveis para empréstimo, além da coleção São Paulo, com volumes apenas sobre a Cidade, e uma parte da Coleção ONU, com publicações estatísticas.

A Coleção de Periódicos, com 2,8 milhões de jornais, revistas e publicações oficiais, será transferida para o antigo prédio do Instituto da Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp), que foi doado pelo governo do Estado ao Município. O imóvel fica ao lado da biblioteca, na rua Bráulio Gomes, 125, e já passa por obras de adequação para acomodar o imenso acervo que data do fim do século 19. O laboratório de digitalização e microfilmagem também será instalado neste local.


Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de São Paulo


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