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Procon-SP alerta consumidor sobre juros bancários
Novembro 18, 2010
Uma pesquisa feita pelo Procon-SP constatou que as taxas médias de juros do
cheque especial e empréstimo pessoal apresentaram leve aumento em relação à
outubro. O levantamento, feito pela equipe de pesquisa da Fundação em 4 e 5 de
novembro, envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil,
Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
No caso do Empréstimo Pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados manteve-se em
5,35% a.m. mesmo percentual do mês anterior, em função do arredondamento de
casas decimais. A taxa média de outubro foi de 5,3457% a.m. e neste mês foi de
5,3471% a.m., devido à alta da taxa do HSBC.
A única alteração foi promovida pelo HSBC, que elevou a taxa de empréstimo
pessoal de 4,81% para 4,82% a.m., o que significa um acréscimo de 0,01 ponto
percentual, representando uma variação positiva de 0,21% em relação à taxa de
outubro/10.
Já no Cheque Especial, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,12% a.m.,
superior a do mês anterior que foi de 9,11% a.m., o que significa um acréscimo
de 0,01 ponto percentual.
A única alteração foi promovida pelo Banco do Brasil, que aumentou a taxa do
cheque especial de 7,95% para 8,05% a.m., o que significa um acréscimo de 0,10
ponto percentual, representando uma variação positiva de 1,26% em relação à taxa
de outubro/10.
Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo
pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já
que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também,
que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não
preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque
especial foi considerado o período de 30 dias.
Neste mês, os bancos pesquisados praticamente não alteraram suas taxas. O
aumento inexpressivo das taxas médias reforça mais uma vez a cautela do mercado
financeiro, que prefere aguardar os movimentos da política monetária no próximo
ano.
Na sétima reunião deste ano (ocorrida nos dias 19 e 20 de outubro), o COPOM -
Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu manter novamente a taxa
Selic em 10,75% ao ano. Para analistas do mercado financeiro os juros só
voltarão a subir em 2011, mas acreditam que não haverá grande impacto no juro
cobrado do consumidor, uma vez que a inadimplência tende a diminuir e a oferta
de crédito tende a aumentar.
Apesar da manutenção da taxa básica, o Brasil está no topo do ranking das
maiores taxas reais (descontada a inflação) do mundo. Isso contribui para atrair
mais dólares e derrubar sua cotação (sobrevalorizando o real), apesar das
medidas recentes do governo para taxar investimentos estrangeiros em títulos
públicos.
Como as taxas continuam altas, antes de ceder aos apelos de consumo que já
começam a surgir com as ofertas que antecedem o Natal, o consumidor deve
analisar as diversas alternativas de crédito, priorizando a liquidação de suas
dívidas, especialmente nesta época do ano em que as instituições credoras abrem
muitas possibilidades de negociação. Neste momento, o empréstimo só é
recomendável se for para quitar outros empréstimos/financiamentos cujas taxas
sejam maiores.
Fonte: Fundação Procon-SP
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