Sinopse: E se um filho partisse? E se seus pais saltassem para se esquecer nele? Essa é a busca deles, que vão ao encontro das memórias e presenças mais profundas de seu filho; para este menino ser entre montes, nuvens e galhos: o balão mais vivido daquele céu alaranjado. Nosso diálogo com a Primeira Infância se dá a princípio de forma casual, através das apresentações a esta faixa etária que fazíamos com nosso segundo espetáculo infantil: Coisas de Menino-Boneco (que não fora elaborado especificamente para bebês). No decorrer de sua caminhada nos fascinava o olhar que estabeleciam sobre a obra, demonstrando um dos princípios que nos norteariam a feitura desta pesquisa: O não delimitar do que é Vida ou Arte para esses pequenos, sua temporalidade essencialmente focada ao presente, o momento da vida, sua integralidade sensorial que se aguça em suas percepções diante do que se vê, ouve e sente, talvez seja essa relevância no sujeito histórico que pleiteamos: a obra se fazendo relevante (única) na vida de seus espectadores (bebês), nestes creiamos (e em outros também) seja possível esse diálogo. Nessa abordagem do apreciar integral, procuramos Inventar Novos Mundos, buscamos uma autencidade poética, se abrindo a novas perspectivas estéticas, temáticas, assim divagamos por questões que conhecemos, ou não (preferencialmente). Assim abarcamos nas composições deste triplico, nas quais se destinam Coisas de Menino Boneco, Nuviô ou Quero Cê Balão e Rouxinol. Contudo optamos reverberar uma poética das universalidades, tanto estética como temática, num discurso dramatúrgico que permeie um todo, por isso, esses espetáculos, tem como intuito refletir e reverberar um hibrido dialogar entre diversas especificidades artísticas. Esse universo de poesia, de liberdade à criação, que esses estão aptos a dialogar, a novicidade do olhar artístico, como se fosse à vida deles, porque não há mesmo distinção do que é vida e do que é obra, isso nos motiva a indiscriminar nossas leituras estéticas de mundo, podemos nos permitir a outros mundos, a outras linguagens, outras temáticas, isso é libertário, e aos bebês (e as infâncias): podemos conhecer, e ser tudo que somos e não somos!
Elenco/Direção: Realização: Clara Trupi de Ovos y Assovios. Encenação: Rodrigo Romão Batista. Produção Artística: Thalita Benigno Franco. Músicos: Milton Mor e Felipe Nogueira. Instalações: Clara Trupi de Ovos y Assovios. Concepção Musical e Canções: Rodrigo Romão Batista e Felipe Nogueira. Dramaturgia: Rodrigo Romão Batista. Produção Executiva: Thalita Benigno Franco. Parceria: Galpão Arthur Netto. Video-Clip: Estúdio Limoeiro. Elenco: Rodrigo Romão Batista e Thalita Benigno Franco.