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Santo Amaro cria regras para disciplinar trabalho dos carrinheiros
por Bruno Meirelles
Março 06, 2008

A subprefeitura de Santo Amaro iniciou uma série de ações para disciplinar o trabalhos dos carrinheiros da região. Entre elas, está a criação de um regulamento específico para a função e a inauguração de um Ecoponto na Avenida Professor Alceu Maynard de Araújo, número 330.

Segundo o texto do regulamento, o carrinheiros não poderão separar material na rua, seus carrinhos deverão ter dimensão máxima de 95 centímetros na caçamba, e a pintura deverá ser padronizada, identificando todos os carrinhos em circulação através de uma numeração seqüencial nas laterais e na traseira. Nos horários de pico de trânsito (das 7h às 10h e das 17h às 20h) eles também não poderão circular pelas grandes avenidas e pelo centro histórico de Santo Amaro.

Aqueles que desrespeitarem as normas terão o carrinho apreendido e recolhido pela subprefeitura de Santo Amaro, devendo participar de um treinamento de conscientização ambiental para reavê-lo em trinta dias. Já os carrinheiros flagrados transportando entulho ou lixo, que são materiais ilegais para esse tipo de recolhimento, terão seus carrinhos apreendidos e destruídos. Além disso, a subprefeitura irá promover uma campanha educativa junto aos comerciantes e moradores para colocação do lixo reciclável no horário adequado para que os carrinheiros possam recolhê-lo.

Já o novo Ecoponto possibilitará que a população descarte entulho, podas de árvores, materiais recicláveis e móveis velhos. Cada pessoa pode descartar diariamente um metro cúbico de material por dia, em caçambas diferentes para cada tipo de resíduo.

A coordenadora de assistência social e desenvolvimento da subprefeitura de Santo Amaro, Maria Tereza Guimarães, acredita que não adianta ignorar a presença dos carrinheiros na região. "O que a gente pensa é que eles estão aí. Não tem jeito a gente pegar, abrir um buraco e colocar os carrinheiros. Eles fazem parte da nossa paisagem, e nós só queremos regulamentar o trabalho deles. Eles vão fazer um curso com a gente, aonde nós explicaremos porque separar, o que vai para um lado, o que vai para o outro. É do planeta essa preocupação com o lixo, não é só nossa".

Renata Naccache, assessora técnica na área de meio ambiente da subprefeitura local, explica que o regulamento começou a valer há poucos dias, e por isso vai levar algum tempo para que as pessoas tomem ciência e passem a respeitá-lo. "Nós vivemos em um conflito da riqueza e da miséria, e nós é que produzimos o entulho e esse lixo que eles acabam utilizando. Nós não reciclamos nem 10% do lixo produzido em São Paulo. Eu tenho orientado esses carrinheiros para que eles façam um trabalho de fidelização com o munícipe, dizendo quem ele é, mostrando que é o mesmo nome que está na carroça dele, e que ele vai passar tal dia e tal hora para recolher o lixo da casa".

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