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data, 2011

Marco Antonio Augusto, subprefeito de Capela do Socorro, fala do Brasil das Desigualdades
Janeiro 05, 2012
 

O Brasil das Desigualdades

A "Oração aos Moços", de Rui Barbosa quando paraninfo dos formandos de 1920 da Faculdade do Largo de São Francisco, na capital Paulista, ensina: "A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam". E adita: "Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real".

Pouco mais de quatro meses a frente da subprefeitura de Capela do Socorro, região sul da capital paulista tenho um diagnóstico das realidades marcantes da desigualdade social.

O Brasil vem melhorando, entretanto, a sociedade brasileira ainda convive com a fotografia: do estado de miséria, disparidades sociais, extrema concentração de renda, salários baixos, desemprego em queda, mas ainda há uma porcentagem de pessoas sem ele, fome que ainda atinge milhões de brasileiros, desnutrição e mortalidade infantil, marginalidade juvenil, predominância da exploração sexual de meninas, principalmente no nordeste e violência contra a mulher. Flash que exprimem o grau dessas desigualdades.

Do ponto de vista político esse processo acentua-se em questões, como: moradia, educação, saúde e segurança, de modo a estabelecer políticas públicas para fazer frente às demandas que aumentam dia a dia de acordo com as necessidades individuais e coletivas das pessoas.

No ponto de vista social as desigualdades envolvem não só dezenas ou centenas de pessoas, mas milhões de seres humanos que vivem nos grandes centros a busca de oportunidades, mas que acabam a perambular por ruas sem destino e, alguns, são cooptados para fins espúrios.

E, do ponto de vista do setor informal há um indicador de condições de anormalidade. Aumentam o número de vendedores ambulantes, os chamados trabalhadores não regulamentados, mas, que revelam a especificidade da economia brasileira e o pior, por vezes, alguns, descambam à ilicitude, quando vendem produtos do descaminho, do contrabando e da pirataria.

Mas, há luzes no fim do túnel: a primeira volta-se ao papel desempenhado pelas empresas privadas, pois, a elas cabem não somente utilizar da sua importância social, como, também, influenciar as decisões governamentais e as políticas públicas, mas, ainda, empreender nos seus diversos setores o tratamento digno à condição social e humana às pessoas.

E, por fim, a atitude cidadã de cada um de nós fechando o elo dessa corrente, com a capacidade de lançar o olhar para o que está em volta e perceber que sempre há algo de honesto a fazer.

Marco Antonio Augusto, 52, subprefeito de Capela do Socorro.


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