Consumidor deve ficar atento à temperatura dos
balcões de alimentos refrigerados
Março 17, 2010.
Sempre que for
comprar alimentos refrigerados nos supermercados, o consumidor deve ficar atento
para não levar para casa produto em processo de deterioração por falta de
armazenamento em temperatura adequada. Pesquisa realizada pelo Instituto de
Pesos e Medidas (Ipem), em parceria com a Pro Teste - Associação de
Consumidores, revelou que 71% dos produtos são conservados em temperatura acima
do ideal, o que favorece multiplicação dos microrganismos nos alimentos. Isto
representa um risco para a saúde do consumidor.
A pesquisa foi realizada em cinco super e hipermercados localizados em três
cidades do litoral de São Paulo (Guarujá, Praia Grande e Santos. Os técnicos dos
dois institutos verificaram as condições de armazenamento de produtos
resfriados, de acordo com dois parâmetros: temperatura e análises
microbiológicas.
O superintendente do Ipem-SP, Fabiano Marques de Paula, afirma a análise foi
feita pelos técnicos do Centro Tecnológico do instituto. "O resultado é
alarmante. Esperamos que a Anvisa, órgão responsável por esse controle, tome
medidas para evitar que o consumidor seja prejudicado, na saúde e no bolso",
afirma.
Numa situação ideal, para ter certeza que o produto está sendo armazenado de
forma segura, o consumidor deveria ler no rótulo do produto a temperatura máxima
de conservação informada pelo fabricante e comparar com a temperatura do
termômetro do balcão frigorífico. No entanto, de acordo com os resultados do
teste, boa parte dos produtos embalados pelo próprio supermercado, não traz em
seu rótulo a recomendação de temperatura. Além disso, a temperatura do
termômetro externo dos balcões não condiz com a temperatura real dos
equipamentos.
Na análise das temperaturas internas dos alimentos isoladamente, foi observado
que 96% dos produtos apresentam algum tipo de risco microbiológico por se
encontrarem com temperaturas que variam de 6,5ºC (bife de patinho do Carrefour,
Santos - onde a temperatura recomendada pelo fabricante é de 4ºC) a 20,9ºC
(prato pronto para consumo a base de maionese e legumes do Extra, Praia Grande).
Todos os estabelecimentos visitados apresentaram não-conformidades em pelo menos
um dos itens levados em conta na análise. Na parte microbiológica 88% dos
alimentos analisados tiveram resultado positivo para bolores e leveduras e 76%
para coliformes totais.
A contaminação por bolores e leveduras está relacionada, principalmente, a
problemas na conservação e armazenamento do produto. A contagem das bactérias do
grupo dos coliformes totais é utilizada para avaliar as condições higiênicas de
processamento e armazenamento (contaminação pós-processamento, higienização
deficiente, tratamentos térmicos ineficientes ou multiplicação durante o
processamento e estocagem). A presença de coliformes fecais indica que, de
maneira direta ou indireta, material fecal entrou em contato com os alimentos.
A coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, observa que os
resultados refletem a situação dos estabelecimentos apenas no período em que as
análises foram conduzidas. No entanto, o teste é um alerta. A temperatura de
conservação dos produtos deve ser indicada em todos os rótulos, mesmo aqueles de
produtos fabricados, fracionados ou embalados no próprio estabelecimento. Essa é
uma informação importante também para guardar de forma correta os alimentos.
Fonte: Ipem.
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