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Ambulatório do HC atende dependentes em internet
Maio 09, 2008.

O Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP deverá iniciar em breve um programa para o tratamento dos chamados heavy users, usuários com dependência de internet. "Começamos a notar um aparecimento progressivo desta queixa entre os pacientes", afirma o professor Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador da equipe responsável por essa especialidade junto ao Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso, do Instituto de Psiquiatria do HC. "Os dependentes usam a rede de forma excessiva como uma ferramenta social e de comunicação, pois têm uma experiência maior de prazer e satisfação quando estão online", explica o psicólogo.

O especialista explica que, no caso dos dependentes, há uma tendência na utilização da internet como meio primário para aliviar tensão, depressão, baixa auto-estima, timidez, insegurança e apatia. "Como a capacidade de tolerar frustrações varia de uma pessoa para outra, as reações também se alternam diante de um mau resultado ou da dificuldade de perder", informa. "No mundo digital, tudo é passível de ser reconstruído: a pessoa controla seu ambiente e, muitas vezes, prefere assumir novos papéis, sendo, portanto, mais fácil de ser bem-sucedido".

Para o tratamento, foram selecionados crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos, de diferentes perfis socioeconômicos, mas todos apresentavam, pelo menos, cinco dos oito critérios que caracterizam a dependência: preocupação excessiva com a Internet, necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação, esforços repetidos para diminuir o tempo de uso na rede, irritabilidade e depressão, labilidade emocional (internet como forma de regulação emocional), mais permanência de conexão do que o programado, diminuição de atividades e relações sociais, além de omitir a respeito da quantidade de horas em que fica conectado.

"Os tipos de dependência incluem e-mails, chats (salas de bate-papo), jogos online, compras, sites com conteúdo específico, como os eróticos, de relacionamento, bolsa de valores, busca por informações, entre outros", relata Abreu. "Há casos gravíssimos como o de uma jovem de 16 anos que, tendo abandonado a escola, deixou de sair de casa há dois anos e consegue apenas assistir a televisão pelo monitor do computador", conta "ou de um estudante que se manteve conectado durante 40 horas ininterruptas, chegando a fazer xixi próximo do computador para permanecer com uma das mãos no comando da tela".

Programa Assistencial

O problema pode levar a uma perda progressiva do auto-controle e aumento do desconforto emocional, criando prejuízo na vida profissional e pessoal. De acordo com o professor, inicialmente o atendimento ambulatorial vai incluir o tratamento semanal de psicoterapia estruturada de grupo, com duração de uma hora e meia, em um total de 18 semanas.

Os principais tópicos a serem abordados para recuperação dos pacientes nas primeiras sessões variam desde levantamentos sobre os conteúdos positivos que a internet oferece até relatos das sensações no meio virtual e as reclamações mais freqüentes de familiares sobre a permanência exagerada na rede. "Não se trata de tentar jogar o computador pela janela e exigir que, a partir de uma ação radical, o dependente passe a ter a mesma satisfação por meio de uma leitura refinada, mas de conhecer causas anteriores que o levaram a se despender de horas para ficar plugado, em ritmo crescente", pondera o psicólogo. "No programa estão previstos também o tratamento psiquiátrico e a psicoterapia individual, quando necessários".

As inscrições para tratamento médico e psicoterapêutico de dependência de internet começaram em março passado e podem ser feitas por telefone ou pelo endereço eletrônico www.dependenciadeinternet.com.br. Há ainda mais quatro vagas para a formação do grupo que será composto por um total de 15 crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos. Os interessados deverão preencher critérios prévios e receberão tratamento gratuito. O Instituto de Psiquiatria (IPq) do HC fica na R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, Cerqueira César, São Paulo.

 

Fonte: USP Online.

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