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Hospital das Clínicas alerta sobre uso de analgésicos
Junho 30, 2009

É comum as pessoas utilizarem analgésicos espontaneamente para combater dores e terem melhor qualidade de vida. Entretanto, nem sempre o uso de remédios é a alternativa mais indicada para amenizar a dor. Para prevenir a população sobre o risco que correm ao tomarem medicamentos sem supervisão médica, o Hospital das Clínicas de São Paulo, ligado à Secretaria Estadual da Saúde, alerta que os analgésicos podem viciar.

De acordo com o chefe da Equipe de Controle de Dor da Divisão de Anestesia do Hospital das Clínicas, Irimar de Paula Posso, é preciso ter cuidado com medicamentos, porque ao mesmo tempo em que aliviam a dor eles podem causar dependência. "Alguns analgésicos causam dependência. Na medida em que vão recebendo a medicação, as pessoas sentem uma sensação de bem estar tão grande, que nem se dão conta do mal que estão causando a elas mesmas", afirma Posso.

Alguns remédios também podem causar efeitos colaterais. "O principal efeito colateral pelo uso abusivo desses medicamentos é o comprometimento do sistema respiratório", alerta o especialista. Ele diz que, com a má utilização, a pessoa fica tolerante aos remédios e partem para o aumento gradativo da dose. "Isso pode levar a uma parada cardíaca", diz.

Há casos em que as dores surgem sem causa aparente e, muitas vezes, o alívio para aquela dor não está nos medicamentos nem em cirurgias, mas sim em tratamentos psicológicos. "A equipe do Hospital das Clínicas é multidisciplinar e conta, inclusive, com psicólogos, que avaliam o histórico da vida do paciente para saber se ele tem propensão à depressão. Isso pode ser um dos fatores principais para a causa da dor", explica.

Outros tipos de dores, como pequenas torções e traumas, também podem ser tratados sem o uso de analgésicos. "Para problemas articulares e em alguns casos pós-cirúrgicos, recomendamos a prática de exercícios físicos, para evitar infecções", orienta o médico.

Evidentemente que os analgésicos também são importantes no combate a dor. Segundo Irimar, a morfina é eficaz no controle da dor mais aguda ou crônica. "No caso do câncer, que evolui com o tempo, as doses precisam ser aumentadas e oferecidas em períodos cada vez mais curtos. Por isso, é fundamental que haja o acompanhamento constante junto ao paciente", finaliza.

Fonte: Governo do Estado de SP


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