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Nova pesquisa da CET mostra como a postura do pedestre se reflete no respeito do condutor A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acaba de concluir uma pesquisa qualitativa de percepção de condutores e pedestres sobre o comportamento deste último enquanto aguarda a travessia em uma faixa de segurança sem semáforo. Feita entre os dias 30 de março e 3 de abril, com uma amostragem de 432 pedestres e 404 motoristas ouvidos na região central da Cidade, ela revela como a postura do pedestre reflete na atitude do condutor em respeitar ou não a travessia de quem anda a pé pelas ruas e avenidas de São Paulo. Em suma, o estudo aponta que a atitude dispersa do pedestre durante a travessia acaba gerando dúvidas no condutor do veículo. Este, embora muitas vezes afirme ter a intenção de parar e dar preferência ao pedestre, termina por não fazê-lo porque não consegue constatar no pedestre seu real desejo em atravessar. Quando questionados quais práticas usuais do pedestre fazem com que o condutor desista de aguardar a travessia daquele que está a pé no trânsito, 53,2% (206) dos motoristas responderam que “o pedestre distraído, que fica olhando para os lados”; 46,3% (179) disseram que é “o pedestre na calçada falando ao celular”; para 29,2% dos motoristas entrevistados, a atitude desestimulante é “o pedestre na calçada, mas conversando com outras pessoas” e 18,3% afirmaram ser “o pedestre fumando e não observando a movimentação dos veículos”. Para melhorar o diálogo entre motoristas e pedestres e, conseqüentemente, a convivência entre eles no trânsito, a maioria dos condutores ouvidos - 51,1% deles - disse que seria aconselhável se os pedestres fizessem mais o gesto do pedestre, estendendo o braço e reforçando, assim, sua vontade em cruzar a via. Porém, é importante atentar que essa ação do gesto em si não pára o motorista automaticamente, mas sim significa que ele, motorista, visualiza melhor o pedestre quando este sinaliza sua intenção. Por outro lado, os pedestres foram perguntados se o motorista está respeitando mais a sua figura: 59,3% (252 pessoas) estão se sentindo mais respeitados na faixa. A pesquisa de comportamento realizada pela CET constatou que a maioria dos pedestres ainda reluta em fazer o gesto do pedestre. Quando perguntados sobre qual atitude tomam para que o condutor perceba seu desejo de fazer a travessia, 55,6% (224 pessoas) responderam que “Não faz nada, aguarda uma brecha para atravessar”. Cem entrevistados (24,8%) afirmam fazer o gesto do pedestre, enquanto 53 (13,2%) respondem tentar fazer contato visual com o motorista. Já 8,9% disseram que “coloca o pé ou se posiciona na faixa de pedestres”. Em relação ao conhecimento do Programa de Proteção ao Pedestre, 66,9% (287) dos pedestres e 84,4% (336) dos condutores ouvidos pela CET responderam estar cientes da Campanha. Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de São Paulo
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