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HC-SP inaugura moderno serviço de
radioterapia
Julho 28, 2008.
Equipamentos modernos e reformas no serviço de radioterapia do Hospital das
Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
garantirão melhor tratamento radioterápico para pacientes com câncer,
provenientes do sistema público de saúde. O novo serviço de radioterapia do
Instituto de Radiologia (InRad) do HC foi inaugurado oficialmente hoje.
A Fundação Faculdade de Medicina, que administra a FMUSP, e o governo do Estado
de São Paulo, investiram quase R$ 4 milhões nas modernizações, concluídas neste
ano. O setor atenderá os pacientes em tratamento nos demais institutos do
complexo HC.
O setor recebe três novos equipamentos chamados aceleradores (um aparelho de G
Doppler de 15 e 6 Megaeletrovolts (MeVs) e dois com 6 MeVs) e um aparelho
utilizado na braquiterapia. Todos são empregados no tratamento do câncer.
Especialistas afirmam que o aparato tecnológico eleva significativamente o
padrão de qualidade e de sofisticação do atendimento da radioterapia do HC, pois
as novas técnicas permitem ação mais concentrada sobre o tumor, poupando os
tecidos normais.
“Assim, aumentamos o índice de cura, de controle local, e os pacientes têm muito
menos seqüelas”, afirma o professor Wladimir Nadalin, diretor do serviço de
radioterapia do HC.
O diretor informa que um desses novos aceleradores estará exclusivamente
dedicado à radiocirurgia e à radioterapia com Intensidade Modulada de Feixe de
Radiação (IMRT). “Em conjunto com a neurocirurgia do HC, realizamos o primeiro
procedimento de radiocirurgia em instituição pública, para tratamento de tumores
cerebrais, malignos ou benignos e, apesar da nossa alta demanda, estabelecemos
um novo padrão de atendimento no serviço público”, enfatiza.
Custo elevado – A médica Rosângela Villar destaca que a técnica de radiocirurgia
restringe o tratamento ao tumor e possibilita mais precisão na aplicação da
dose. Como o procedimento é inovador, existe em poucos hospitais privados do
Brasil.
“Com os novos equipamentos ainda poderemos aplicar a IMRT, um recurso de
radioterapia que desvia ainda mais o feixe de radiação dos tecidos normais que
estão em volta, concentrando a dose apenas sobre a lesão e poupando os órgãos”,
explica a médica. No caso de lesões cerebrais, até hoje, a técnica só era
empregada em hospitais privados, por elevado custo.
A radiocirurgia é indicada para tratar malformações arteriovenosas inoperáveis,
metástases cerebrais, vários tipos de câncer e algumas doenças benignas. Ou
seja, casos cuja lesão é bem pequena e apresenta comportamento pouco agressivo.
Outro ganho com essa atualização está no ensino na FMUSP. “Somos um dos poucos
centros do Brasil que formam físicos especializados em radioterapia na área
médica”, informa o professor Nadalin.
Fonte: Agência Imprensa Oficial.
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