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Secretaria Municipal da Saúde alerta para problemas respiratórios com a mudança no clima, em São Paulo.
Maio 08, 2008.

Com a alteração, os que mais sofrem são idosos e as crianças. Nas AMAs, é possível encontrar atendimento qualificado para os casos de menor gravidade.

Mudança de estação, variações de temperatura, piora na qualidade do ar com a baixa umidade e concentração de poluentes. Essa conjunção de fatores deve tirar o sono de muitos pais nas próximas semanas, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Os dados estatísticos confirmam que nesta época há um aumento significativo na ocorrência de doenças respiratórias, especialmente a partir do início do outono até o fim do inverno.

Em 2007, entre abril e setembro, meses historicamente considerados mais críticos, foram realizadas na rede municipal de saúde aproximadamente 1,5 milhão de inalações. Somente no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, referência em pediatria para a Região Metropolitana de São Paulo, as doenças respiratórias passam a representar 70% dos casos atendidos no pronto-socorro. Quem mais sofre as conseqüências durante esse período são as crianças e as pessoas com mais de 60 anos.

De acordo com o diretor do Hospital, Antonio Carlos Madeira, as doenças respiratórias mais comuns são as gripes e resfriados, mas nesta época do ano também aumenta o número de casos mais graves, como as bronquites e pneumonias. "Também devemos lembrar que esta época do ano é propícia ao desencadeamento de doenças alérgicas como rinites e asma, por exemplo", ressalta.

O diretor do Menino Jesus acrescenta ainda a importância de estar atento aos sintomas comuns nos casos de problemas respiratórios. O sinal de alerta soa se o paciente apresentar febre, tosse, coriza, espirros, lacrimejamento, dores no corpo e falta de ar. Com base na intensidade e na duração de um ou vários destes sintomas é que será possível fazer o diagnóstico correto e
iniciar o tratamento adequado.

"Os pais devem estar atentos ao quadro geral da saúde da criança. Se os sintomas se confirmarem, os pais ou responsáveis devem buscar por atendimento médico nas AMAs", informa Madeira. Segundo ele, nestas unidades, há pediatras e clínicos capazes de fazer um diagnóstico e prescrever medicamentos e inalações. Da mesma forma, eles podem encaminhar as situações
mais graves para os pronto-socorros e hospitais.

No entanto, a prevenção também é importante. Cuidados simples podem fazer a diferença. Os especialistas recomendam deixar as janelas abertas para favorecer a circulação de ar, evitar locais fechados com aglomeração de pessoas, consumir muito líquido, aumentar a umidade do ar no ambiente doméstico com a colocação de recipientes com água e limpar a casa e o mobiliário com panos úmidos para evitar o contato com o pó.

Quando procurar atendimento médico:
- Febre alta e persistente;
- Houver presença de tosse e coriza por mais que cinco dias;
- Falta de ar e dificuldade respiratória;
- Dores que não desaparecem após o uso de analgésicos.

O que fazer para se prevenir:
- Deixar sempre as janelas abertas para favorecer a circulação de ar;
- Evitar locais fechados com aglomeração de pessoas;
- Consumir muito líquido;
- Aumentar a umidade do ar no ambiente doméstico, por exemplo, com a colocação de recipientes contendo água no quarto da criança;
- Limpar a casa e o mobiliário com panos úmidos para evitar o contato com o pó que contém ácaros que são os maiores responsáveis pelas alergias respiratórias.

Fonte: Assessoria de Comunicação da SMS.

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