Maio 18, 2026
Nas quartas-feiras 20 e 27 de maio, às 20h, o Itaú Cultural (IC) realiza novas sessões do projeto Sonora Brasiliana de apresentações musicais intimistas realizadas no foyer do Espaço Olavo Setubal, tendo em volta o ambiente da exposição permanente Brasiliana Itaú. No primeiro dia, Allan Abbadia apresenta repertório autoral centrado no trombone e nas manifestações musicais da diáspora africana. Na semana seguinte, Camila Silva executa repertório dedicado a compositoras e instrumentistas de diferentes gerações do choro.
A apresentação de Abbadia celebra o trombone e sua contribuição para a formação da música brasileira. Ela também marca a presença desse instrumento em diferentes manifestações musicais, de concerto ao pop, e seus diversos sotaques e funções na afrodiáspora. O artista parte dessa relação entre musicalidade e ancestralidade para construir um repertório baseado em composições de seus discos Malungos, IFÈ e Tributo a Jamelão.
O repertório inclui faixas como Deixa, parceria com Moacyr Luz, Madrugada, composta com Douglas Germano, além de Nunca, de Lupicínio Rodrigues, e composições autorais como Resiliência e Cariri. Em cena, o artista conduz o espetáculo a partir do trombone, articulando elementos do samba e da música afro-atlântica contemporânea.
Graduado em trombone pela Faculdade Souza Lima Berklee e mestre pela Unicamp, Allan Abbadia reúne mais de 20 anos de trajetória artística. Ao longo da carreira, lançou três discos e trabalhou com artistas como Elza Soares, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Luiz Melodia, Zeca Pagodinho, Racionais MC's, Emicida, Jards Macalé, Liniker, Nei Lopes e João Bosco. Também realizou turnês internacionais, produziu trilhas sonoras, oficinas, intercâmbios e masterclasses, além de atuar como arranjador e produtor musical.

Cavaquinho feminino
No dia 27, a musicista e compositora Camila Silva apresenta repertório dedicado a compositoras e instrumentistas de diferentes gerações do choro. Ela reúne composições autorais e obras que dialogam com a trajetória das mulheres no gênero, articulando memória, pesquisa e criação contemporânea a partir do cavaquinho.
Formada em cavaquinho pela EMESP Tom Jobim, onde atualmente cursa violão de sete cordas, Camila é graduanda em licenciatura em música pela Unesp. Atua em grupos de samba, choro e forró, além de participar de peças teatrais como musicista. Também integrou gravações de álbuns como Suíte Noir (2019), do Choro Noir, Equilibrando no Acupe (2024), de Gabriela Machado, e Inéditas do Mestre Siqueira (2025), de Leo Matheus.
Em 2024, regeu o Grupo de Choro do Guri de São Paulo, ministrou oficina no 1º Festival Choro Mulheril e estreou o espetáculo A Cronologia Feminina do Choro. Ao longo de sua trajetória, dividiu palco com artistas como Teresa Cristina, Nilze Carvalho, Jane do Bandolim e Raquel Tobias. Atualmente, integra os grupos Quintal de Fulô, Esmero, CMCSP e Camila Silva Quinteto.
Sonora Brasiliana
O projeto é definido como um encontro entre o som e a palavra, sem palco e sem distância entre artista e público. Trata-se de um espaço onde o artista compartilha canções e histórias, revela os bastidores da criação e suas pesquisas. De sua estreia, em novembro do ano passado, até aqui já soma oito edições. A primeira foi com o Duo Conversa Brasileira, cujo repertório mescla música de câmara a ritmos populares como choro e baião. Na segunda apresentação, a multi instrumentista Lua Bernardo apresentou o projeto Boia e Ilumina, focado no contrabaixo acústico e na voz, explorando jazz, rapjazz e afrobeat. A terceira, o músico moçambicano radicado no Brasil Otis Selimane apresentou sua pesquisa que conecta ritmos ancestrais do Sul da África com a música contemporânea brasileira.
Neste ano, o projeto contou com a apresentação da percussionista, cantora e atriz Xeina Barros, e a flautista Tahyná Oliveira, em espetáculo dedicado à obra do compositor Anacleto de Medeiros. No último mês, foi a vez da saxofonista e compositora Sintia Piccin, e Jane do Bandolim, instrumentista reconhecida por sua trajetória no choro brasileiro. Também houve uma edição especial integrada ao \ENTRE\ – mostra de artes e cultura DEF, com apresentação do pianista gaúcho André Vicente, que compartilhou composições autorais para piano solo inspiradas em cenas e histórias de sua trajetória.
Como todas as atividades do Itaú Cultural, a programação é gratuita. A distribuição de ingressos segue a regra da instituição, pela plataforma INTI, com acesso pelo site do Itaú Cultural.
Sobre a Brasiliana Itaú
O precioso pano de fundo para as apresentações do Sonora Brasiliana é a exposição Brasiliana Itaú, exposta nos andares 4 e 5 do Itaú Cultural, no Espaço Olavo Setubal, reunindo quase mil peças, muitas delas raras, que perpassam a história do Brasil desde a chegada dos portugueses, como pinturas, manuscritos, livros, documentos e mapas. Entre as obras estão pinturas do Brasil holandês, as primeiras edições dos mais conhecidos álbuns iconográficos produzidos durante o século XIX sobre o país, bem como livros de artistas ilustrados do século XX, obras de arte, objetos, cartografias e documentos manuscritos.
Um dos destaques do acervo é a pintura em óleo sobre madeira Povoado numa planície arborizada, produzido por Frans Post entre 1670 e 1680. Também se destaca a seleção de gravuras de Rugendas, Debret, Chamberlain, Auguste Sisson, Schlappriz, reproduzindo as primeiras paisagens vistas do país
SERVIÇO:
Dia 20 de maio (quarta-feira), 20h: Allan Abbadia
Dia 27 de maio (quarta-feira), 20h: Camila Silva
Itaú Cultural / Espaço Olavo Setubal – 4º andar
Capacidade: 30 lugares
Duração: 1h
Classificação Indicativa: Livre
Ingressos gratuitos, reservados a partir da terça-feira da semana da apresentação, às 12h, pelo site do IC
Fonte: Assessoria de Imprensa - ConteúdoInk
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