Junho 01, 2026
O que pode acontecer quando uma criança decide, simplesmente, vestir aquilo que deseja? VESTIDO DE MENINO - O dia V, peça escrita por Ronaldo Serruya e dirigida por Pedro Stempniewski, acompanha Vesti, um menino com um desejo que parece pequeno, mas que precisa da ajuda de outras crianças amigas - Fut, Croqui e Fio - para enfrentar o olhar dos colegas da escola e dos adultos. A partir desse gesto, o espetáculo constrói uma narrativa sensível sobre pertencimento, amizade e o direito de experimentar o mundo com o próprio corpo. A peça, voltada ao público de 8 a 12 anos e suas famílias, estreia dia 06 de junho, com temporada gratuita até 26 de julho, no Centro Cultural do iBT - Instituto Brasileiro de Teatro - Sala Cênica - 10º andar (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 - Bela Vista, São Paulo - SP), dias e horários das apresentações estão abaixo.
Na peça, quatro crianças, que se reconhecem na diferença, usam o espaço de uma banca de revistas - espaço fluido e de passagem - como lugar de encontro, invenção e força coletiva. O espetáculo nasceu de uma inquietação nítida para os criadores: abordar temas considerados "delicados" para as infâncias sem transformá-los em tese, reduções didáticas ou confrontos pedagógicos. "O desafio era falar sem falar", afirma Serruya. "Existe uma ideia de que determinados assuntos são proibidos para as crianças ou que há uma idade certa para tratar deles. Isso não envolve só gênero, mas morte e outras questões. Quisemos construir uma dramaturgia que afirmasse a diferença, não como diversidade domesticada, mas como diferença mesmo, como algo que existe e precisa ser cuidado, porque diferença é riqueza.", completa.
O espetáculo investiga as formas como aprendemos a ocupar o mundo. Desde cedo, meninos e meninas recebem mapas invisíveis que delimitam gestos, interesses, comportamentos e desejos. A encenação acompanha o ponto de vista das crianças, o que parece "estranho" para o adulto revela-se experiência legítima e humana para o quarteto.

Na dramaturgia, cada personagem tem uma habilidade para ajudar no desejo de Vesti: o desenho, a costura, a estratégia e a reinvenção de objetos e comportamentos cotidianos. E a história é contada de forma cíclica: começa com um prólogo em que as próprias crianças anunciam que vão contar uma história sobre um sonho. A partir daí, retorna no tempo para mostrar como esse grupo se formou, como ganhou nome e como encontrou, em uma banca de revistas, um território de invenção.
"A banca é um lugar de passagem, um não-lugar, um espaço que gera situações que acontecem e se transformam. A escola não é esse lugar. A casa também não. A banca é pública e privada ao mesmo tempo, é um espaço onde muitos universos e possibilidades coexistem", diz Pedro Stempniewski. Nessa referência se coloca o ambiente urbano em que a peça acontece ligando casa e rua, assim a estética vai se fazendo através do universo das revistas, da moda e da cultura urbana. O voguing e a cultura ballroom são fortes referências para composição de movimentos e musical, enfatizando através da dança e da celebração coletiva, a potência do encontro desse bonde de crianças.
Ao longo da narrativa - Vesti, Fut, Croqui e Fio - se deparam com expectativas familiares, normas escolares e convenções culturais que surgem, mas o foco de VESTIDO DE MENINO - O dia V está na capacidade de as crianças criarem linguagens próprias e reinventarem os limites impostos. Nesse sentido, o espetáculo dialoga com debates sobre performatividade de gênero e masculinidades, mas o faz sem didatismo ou panfletarismo.
VESTIDO DE MENINO - O dia V integra um projeto amplo, que também realizará ações formativas e a disponibilização online da dramaturgia acompanhada de material pedagógico para o público, comunidades escolares e para todas as Bibliotecas Públicas da cidade de São Paulo. A peça integra o 'Projeto Vestido de Menino - Infâncias contra Tabus', contemplado pelo Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a cidade de São Paulo. A realização é da Cooperativa Paulista de Teatro e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, por intermédio da Supervisão de Fomento às Artes da Prefeitura Municipal de São Paulo. Também conta com o apoio da FUNARTE-SP, do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil através do Programa Funarte Aberta - Ocupação dos Espaços Culturais; além do apoio para a realização da temporada do IBT - Instituto Brasileiro de Teatro.
Sinopse:
Na contagem regressiva para a festa de formatura da escola, quatro crianças se unem e com um jeito único de olhar para o mundo realizam um sonho secreto. Unidas pela amizade e pela imaginação, elas transformam a banca de revistas da esquina da escola em ponto de encontro para planejarem um acontecimento capaz de transformar não só uma festa, mas também a maneira de olhar para si e para o outro. Uma aventura delicada e divertida sobre amizade, coragem e a liberdade de ser quem se é.
Ficha Técnica:
Direção Geral e Argumento: Pedro Stempniewski
Dramaturgia: Ronaldo Serruya
Assistente de Direção: Beatriz Oliveira
Elenco: Fernando Lufer, Luz Ribeiro, Rafael Costa e Thalles Terencio
Produção: Plataforma - Estúdio de Produção Cultural
Direção de Produção: Fernando Gimenes
Produção Executiva: Bruno Ribeiro
Coordenação de Projeto: Pedro Stempniewski
Cenário, Figurinos e Adereços: Eliseu Weide
Assistente Cenografia e Figurinos: Bruno Maldegan
Confecção das Bolsas: Coletivo Tem Sentimento
Direção Musical: Melvin Santhana
Produção Musical: Melvin Santhana e Lucas Melifona
Design de Luz: Dimitri Luppi
Operação de Luz: Guilherme Mascarenhas
Direção de Movimento: Yi Gonçalves
Treinamento Voguing: Jessy Velvet Zion
Direção da Palavra: Natália Nery
Coordenação de Acessibilidade em Libras - Gabrielle Martins e Sina Acessibilidade.
Projeto Gráfico: Murilo Thaveira
Fotos: Cacá Bernardes
Registro em Vídeo: Bruna Lessa e Cacá Bernardes - Bruta Flor Filmes
Redes Sociais: Contaí! Comunicação - Jorge Ferreira
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Dani Valério e Flávia Fontes
Idealização: Plataforma Homimacho
Proponente: Cooperativa Paulista de Teatro
Cooperado Responsável: Thalles Terencio
Realização: Cooperativa Paulista de Teatro e Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa - Supervisão de Fomento às Artes da Prefeitura de São Paulo.
Apoio: iBT - Instituto Brasileiro de Teatro; Funarte - Programa Funarte Aberta - Ocupação dos Espaços Culturais - Ministério da Cultura - Governo do Brasil.
SERVIÇO:
Temporada: De 06/06 a 26/07, sexta a domingo, às 16h.
Acessibilidade em Libras: aos sábados e domingos, de 27 de junho a 26 de julho
Atenção: nos dias 10, 11 e 12 de julho não haverá apresentação.
Entrada gratuita.
Lugares limitados.
Local: Centro Cultural do iBT - Instituto Brasileiro de Teatro – Sala Cênica - 10º andar.
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277, Bela Vista - SP
Ingressos: gratuitos (distribuídos 1h antes na bilheteria do teatro)
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: A partir de 08 anos
Capacidade: 50 lugares
Sobre o Instituto Brasileiro de Teatro (iBT)
O iBT nasceu em 2022 com o objetivo de democratização das artes cênicas, seja na realização e produção de eventos que apostam na diversidade, bem como visando a formação de novas plateias por meio de espetáculos gratuitos ou de preços altamente populares. O Instituto privado sem fins lucrativos apresenta uma série de ações voltada à classe teatral propondo uma governança, que acelera a profissionalização de grupos e artistas, atuando desde a capacitação até no auxílio de realização de espetáculos, incluindo captação de investimentos do setor privado. Além disso, o iBT também é realizador de alguns grandes espetáculos, garantindo acesso universal por meio de ingressos gratuitos ou a preços acessíveis.
Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Arraiá Casa de Alice leva cultura, trios de forró ao vivo e mais de 50 opções gastronômicas ao Horto Florestal.
Festival junino ainda conta com uma feira de economia criativa com direito a diversas marcas autorais.
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Sonora Brasiliana de junho no Itaú Cultural traz apresentações de Alexandre Rodrigues e de Carol Panesi.
Projeto convida artistas a compartilharem suas músicas e processos criativos em diálogo direto com o público. Em tom intimista, a apresentação é realizada no Espaço Olavo Setubal, entre as obras de Brasiliana da coleção Itaú e ali expostas em caráter permanente. São cerca de mil peças, entre livros, pinturas, gravuras e documentos que percorrem a história do Brasil.
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Santos Dumont, Tarsila do Amaral e Steve Jobs convidam para visita guiada na exposição STEAM XP Universo Curioso! no MIS Experience.
Imersiva, dinâmica e gratuita, mostra - que faz temporada pela primeira vez na cidade - conecta personalidades da História para transformar ciência, tecnologia e artes em diversão prática. Voltada para crianças jovens e adultos.
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Em junho, Itaú Cultural dedica programação musical ao forró e aos ritmos nordestinos.
Apresentações no teatro da instituição, no início do mês, reúnem artistas de diferentes gerações entre a diversidade do forró e da música do nordeste. Programação apresenta nomes como Rastapé, Zé Pitoco, Mariana Aydar e Janayna Pereira.
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Cia. Repentistas do Corpo celebra 25 anos de trajetória artística na estreia de Como os Anticorpos Aprenderam a Dançar.
Espetáculo inédito ocupa o Teatro Alfredo Mesquita entre os dias 5 e 7 de junho e propõe uma reflexão poética sobre o tempo, a longevidade e a potência dos corpos maduros em cena.
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Cia. Mungunzá faz apresentações gratuitas de Cena Ouro - Epide(r)mia no Complexo Cultural Funarte SP.
Espetáculo tem como ponto de partida o histórico e as políticas socioculturais desenvolvidas desde 2017 pelo grupo no Teatro de Contêiner e a dramaturgia da peça Epidemia Prata (2018).
https://www.sampaonline.com.br/noticias/cia+mungunza+faz+apresentacoes+gratuitas+cena+ouro+epide+mia+complexo+cultural+funarte.php