Sonora Brasiliana de junho no Itaú Cultural traz apresentações de Alexandre Rodrigues e de Carol Panesi

Junho 01, 2026

Nas quartas-feiras, 10 e 17 de junho, às 20h, o Itaú Cultural (IC) realiza novas sessões do Sonora Brasiliana, projeto de apresentações musicais sem palco e em troca direta entre artista e público. As sessões ocorrem no quarto andar da instituição, na entrada do Espaço Olavo Setubal, com as obras da exposição permanente Brasiliana Itaú como cenário. No dia 10, Alexandre Rodrigues apresenta trabalho autoral centrado no pífano e no diálogo entre jazz e tradições afro-indígenas. No dia 17, apresenta-se Carol Panesi, multi-instrumentista e compositora premiada.

Nascido em Itapissuma, município de Pernambuco, Rodrigues é multi-instrumentista, compositor, pós-graduado em Práticas Interpretativas do Frevo, educador e luthier de pífanos. Ele conheceu o instrumento aos 16 anos, por meio de Egildo Vieira e Cacá Malaquias, artistas proeminentes da cena musical brasileira.

Residente da capital paulista, na atualidade Rodrigues aplica ao pife um experimentalismo inédito ao conectar as sonoridades da música regional pernambucana, como o frevo, o maracatu do baque solto, o caboclinho e o baião, às melodias jazzísticas.

Com suas composições, o artista valoriza a pluralidade sonora e as possibilidades melódicas da cultura popular. Tais experimentos ganham maior força nas apresentações ao vivo, em que o artista conversa com a musicalidade urbana sem deixar de preservar o conhecimento tradicional.

Ao longo da carreira, Alexandre Rodrigues já se apresentou com Elba Ramalho, Fabiana Vozza, Geraldo Azevedo, Mariene Castro e Wilson das Neves, entre outros. Além de dois álbuns lançados – Pife Urbano, de 2020; e Kaeté, de 2025 –, o pernambucano ganhou destaque com o livro Método do Pífano Brasileiro, publicado de forma independente em 2025.


Crédito: João Julio Mello

Música universal
O primeiro alumbramento sonoro de Carol Panesi aconteceu em casa, enquanto o pai dela entoava canções de Tom Jobim e Vinícius de Moraes com o violão. Aos 11 anos, ela entrou para o Conservatório Brasileiro de Música (CBM), concluiu o curso técnico de piano e aprofundou os estudos de violino.

Multi-instrumentista e compositora carioca, ela é discípula de Hermeto Pascoal e segue a máxima da música universal, como o mestre. Assim, a sua identidade sonora destaca-se pela capacidade de fazer soar as nuances dos mais variados cenários e estilos por onde transita. Ela também integrou a Itiberê Orquestra Família e o Itiberê Zwarg e Grupo, projetos que a levaram para vários lugares do Brasil e do mundo. Também acumulou experiência didática e trabalhou por sete anos como monitora da Oficina da Música Universal.

A discografia de Carol soma cinco álbuns solos e conjuntos: Primeiras Impressões, de 2018; Em Expansão, de 2019; Carol Panesi e Eleva Big Band, de 2021; Arte é Oração, também de 2021; e Natureza é Casa, de 2023. Ela já dividiu o palco com Hermeto Pascoal, Clarice Assad, Daniela Spielmann, Jongo da Serrinha, Léa Freire, Nicolas Krassik, Quinteto da Paraíba e Ricardo Herz.

Sonora Brasiliana
O projeto é definido como um encontro entre o som e a palavra, sem palco e sem distância entre artista e público. Trata-se de um espaço onde o artista compartilha canções e histórias, revela os bastidores da criação e suas pesquisas. De sua estreia, em novembro do ano passado, até aqui já soma nove edições. A primeira foi com o Duo Conversa Brasileira, cujo repertório mescla música de câmara a ritmos populares como choro e baião. Na segunda apresentação, a multi-instrumentista Lua Bernardo apresentou o projeto Boia e Ilumina, focado no contrabaixo acústico e na voz, explorando jazz, rapjazz e afrobeat. A terceira, o músico moçambicano radicado no Brasil Otis Selimane apresentou sua pesquisa que conecta ritmos ancestrais do Sul da África com a música contemporânea brasileira.

Neste ano, o projeto contou com a apresentação da percussionista, cantora e atriz Xeina Barros, e a flautista Tahyná Oliveira, em espetáculo dedicado à obra do compositor Anacleto de Medeiros. A saxofonista Sintia Piccin e a instrumentista Jane do Bandolim, referência em sua trajetória no choro brasileiro, também estiveram entre as atrações do espaço. No último mês, foi a vez do trombonista Allan Abbadia, e Camila Silva, musicista reconhecida por seu trabalho com o cavaquinho.

Como todas as atividades do Itaú Cultural, a programação é gratuita. A distribuição de ingressos segue a regra da instituição, pela plataforma INTI, com acesso pelo site do Itaú Cultural: www.itaucultural.org.br

Sobre a Brasiliana Itaú
O precioso pano de fundo para as apresentações do Sonora Brasiliana é a exposição Brasiliana Itaú, exposta nos andares 4 e 5 do Itaú Cultural, no Espaço Olavo Setubal, reunindo quase mil peças, muitas delas raras, que perpassam a história do Brasil desde a chegada dos portugueses, como pinturas, manuscritos, livros, documentos e mapas. Entre as obras estão pinturas do Brasil holandês, as primeiras edições dos mais conhecidos álbuns iconográficos produzidos durante o século XIX sobre o país, bem como livros de artistas ilustrados do século XX, obras de arte, objetos, cartografias e documentos manuscritos.

Um dos destaques do acervo é a pintura em óleo sobre madeira Povoado numa planície arborizada, produzido por Frans Post entre 1670 e 1680. Também se destaca a seleção de gravuras de Rugendas, Debret, Chamberlain, Auguste Sisson, Schlappriz, reproduzindo as primeiras paisagens vistas do país

SERVIÇO:
Dia 10 de junho (quarta-feira), 20h: Alexandre Rodrigues
Dia 17 de junho (quarta-feira), 20h: Carol Panesi
Itaú Cultural / Espaço Olavo Setubal – 4º andar
Capacidade: 30 lugares
Duração: 1h
Classificação Indicativa: Livre
Ingressos gratuitos, reservados a partir da terça-feira da semana da apresentação, às 12h, pelo site do IC

Fonte: Assessoria de Imprensa - ConteúdoInk

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