O violeiro Ricardo Vignini apresenta, ao vivo, álbum Viola de Lata

Junho 08, 2020

No dia 13 de junho, sábado, às 17h, o violeiro Ricardo Vignini apresenta ao vivo seu 3º album solo, totalmente dedicado às violas dinâmicas resonadoras, com 10 faixas autorais, mais uma versão para Rio de Lágrimas (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Piraci) e, com arranjo adaptado da tradicional melodia da cultura popular, a música “Galope na beira do mar”, letra da Socorro Lira, com influências de música caipira, nordestina, folk, rock e blues.

Serviço

Ricardo Vignini – apresentação ao vivo do álbum Viola de Lata
Transmissão pelo Canal do Ricardo Vignini no YouTube ( https://www.youtube.com/channel/UCGod4jaA_0Ve2pMmWKnt60g ) e Facebook
Duração: 60 minutos aproximadamente
Sábado, 13 de junho, às 17h
Classificação: Livre
Contribuição: R$ 25,00
Quem contribuir também irá receber os links:

1) Álbum Viola de Lata de estúdio
2) Álbum Viola de Lata ao Vivo
3) Áudio da Live em qualidade de CD
4) Link restrito do YouTube da Live não Listada

Formas de Pagamento:

Deposito:
Itaú AG 0067 CC 08585-2
Ricardo Vignini CPF 166642348-31

Nubank
AG 0001 5370152-8
vignini@gmail.com

Pagamento em Cartão de Crédito:
https://modaderock.lojaintegrada.com.br/

Álbum Viola de Lata

Entre as 11 faixas de Viola de Lata, destacam-se uma versão de “Rio de Lágrimas”, composição de Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Piraci, e duas faixas que contam com o som do marimbau de lata, ou berimbau de lata: “Um Arame Só” e “Galope na Beira do Mar”, ambas com participação de Socorro Lira, a segunda também com Gavião Tocador, tio da cantora, hoje falecido. O álbum será lançado em formato digital e físico pelo selo Folguedo, da Tratore.

Ricardo Vignini conta que este é um disco totalmente solitário, sendo usadas apenas violas dinâmicas, a não ser pelas duas faixas cantadas por Socorro. A ressonadora de metal é tocada na música que fecha o CD.

Essas violas dinâmicas e ressonadoras surgiram nos Estados Unidos em 1928, por sua alta potência, que é derivada desses cones que são como microfones naturais instalados no interior das violas. Os negros as tocavam nas ruas pois precisavam ter volume alto para que pudessem ser ouvidas. Foram posteriormente usadas em grandes formações orquestrais. O compositoe e músico Garoto usou uma dessas violas para acompanhar Carmem Miranda. Hoje são tocasdas por repentistas nordestinos. Nos Estados Unidos tornaram-se um símbolo do blues. Com a chegada dos amplificadores eletrônicos, elas perderam sua razão de ser. Mas o timbre resultante é totalmente diferente, incomparável, o som com amplificadores modernos parece vir de outro instrumento. Com o passar do tempo elas voltaram por serem vintage, relíquias de pouca produção industrial. Atualmente esse tipo de ressonância acústica é usada em violas, bandolins, violões, cavaquinhos e violões tenores, instrumentos comuns no choro, música nordestina e caipira, explica Vignini.

“Um Arame Só /Marimbau Tietê” é tocada com uma viola dinâmica da Del Vecchio, com um só cone de ressonância, da década de 50, que passou pelas mãos de muitos artistas. Foi sua primeira viola e ele tem por ela uma relação afetiva. O subtítulo remete ao marimbau nordestino ou berimbau de lata, que ele conheceu no Terminal Rodoviário Tietê. Ricardo queria muito ir ao Rock’n Rio II em 1991, mas, como não tinha dinheiro para o ingresso, resolveu fazer como bico distribuição de folhetos no Terminal. Do nada surge, sentado a seu lado, um senhor cantando e tocando esse instrumento. Ricardo ficou muito entusiasmado por esse som, conseguido com um arrastar de garfo e faca pelo arame, o que o emociona até hoje. Socorro Lira colocou a letra dessa saga aventureira no Terminal Tietê. E a canta no CD.

“Metal das 12” (Para Ivinho) é tocada com uma viola dinâmica tricone - com três cones amplificadores, e doze cordas, obra do luthier Luciano Queiroz, um grande amigo, um artista arrojado. Ricardo o encorajou a fabricar uma viola assim; hoje Luciano Queiroz é o mais importante fabricante deste instrumento tricone. A obra é uma homenagem ao violonista Ivinho, que, além de acompanhar Lenine em um Rock’n Rio, tocou com Alceu Valença no Festival de Montreux. O sucesso foi tão imediato que Ivinho foi convidado a realizar um show solo nesse Festival. Ricardo define Ivinho como um músico visceral e enérgico, um violonista que busca sempre a perfeição, Ricardo compôs essa música em uma viola de doze cordas, pensando no amigo e dedica essa música a ele.

“Galope na Beira do Mar” vem de uma modalidade de repente nordestino que recebe o nome de galope. Vignini, um entusiasta desse ritmo, descobriu recentemente que o tio de Socorro Lira, Gavião Tocador, deixara gravadas músicas desse repente, tocadas em um marimbau nordestino, na realidade um latão de óleo com uma só corda. Encantado, Ricardo tocou sua viola ressonadora metal com single cone “biscuit” por cima. Essa viola toda em metal era um sonho antigo de Ricardo. Ele conseguiu que o fabricante Alexandre Faitarone produzisse esse instrumento. As primeiras produzidas foram a dele e a de Almir Chediak. Hoje existem poucas delas no Brasil, e Vignini é um dos únicos que a utilizam. Socorro escreveu a letra, e canta mais essa faixa.

Ouça

Do Ferro ao Pó: https://www.youtube.com/watch?v=MJVO9l9zxrU

Adaga de Prata: https://www.youtube.com/watch?v=C2Ke5ThFQtc

Ricardo Vignini

Nascido na capital de São Paulo, também produtor, gravou cinco CDs ao lado da banda Matuto Moderno e participou dos principais eventos sobre a viola no Brasil.


Crédito: Marcelo Macaue

Tem 15 CDs lançados, entre eles 2 CDs solo, “Na Zoada do Arame” - 2010 e "Rebento – 2017, 4 CDs, mais 1 DVD do duo Moda de Rock (Ricardo Vignini e Zé Helder), conquistando ouvidos acostumados a não relacionar os dois estilos perceberam que o rock no ambiente da viola caipira e o instrumental brasileiro de raiz geraram uma parceria harmoniosa, entre o metal e o acústico, atingindo sucesso de vendas e lotando espaços de shows em todas regiões do Brasil, México, EUA e Argentina. Moda de Rock mostrou a que veio e trouxe gravações de clássicos que incluíram os guitarristas Andreas Kisser (Sepultura), Lúcio Maia (Nação Zumbi), Edgard Scandurra (Ira!), Robertinho de Recife, Pepeu Gomes, Kiko Loureiro (Angra e Megadeth), o percussionista Marcos Suzano e o cantor e compositor Renato Teixeira.

Participou do CD Carbono do Lenine e do seu show no Rock in Rio 2016. Foi produtor e parceiro do violeiro Índio Cachoeira por 15 anos. É endorser da corda de viola americana D’Addario no Brasil, e violas Rozini. Entre apresentações e gravações também tocou com Woody Mann, Bob Brozman, Macaco Bong, Maria Dapaz, Katya Teixeira, Socorro Lira, Picassos Falsos, Guarabyra, Tavito, Tuia, Spok, Liminha, Zé Geraldo, Emmanuele Baldini, Pena Branca, André Abujamra, Os Favoritos da Catira, Pereira da Viola, Carreiro, Levi Ramiro, Andreas Kisser, Paulo Simões. É proprietário do selo Folguedo, dedicado exclusivamente à música de viola.

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