Julho 23, 2026
Repleta de símbolos, música e espiritualidade, a Festa de Coroação de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha é uma das mais significativas celebrações afro-brasileiras em São Paulo - embora ainda seja desconhecida por muita gente. E a peça Rei Menino, com texto de Rafael Cristiano e direção de Cleydson Catarina, nasce justamente para destacar a importância dessa manifestação popular. No elenco, além do próprio autor, estão Lucas Laureno, Gabriel Coupe e Rafael Fazzion.
O espetáculo faz novas apresentações gratuitas em agosto: no dia 7 no CEU Heliópolis, às 14h e às 16h; no dia 14 na Fábrica de Cultura Jardim São Luís, às 10h30 e às 14h30; e no dia 28 no CEU Paraisópolis, às 14h30 e às 16h30.
E em setembro: no dia 04 no CEU São Miguel, às 10h e às 14h; no dia 11 na EMEI Nenê do Amanhã, às 10h e às 14h; e no dia 18 no CEU Pq. Anhanguera, às 10h e às 14h.
A proposta do trabalho nasce do encontro entre arte, memória e educação, tendo como foco as infâncias negras e periféricas da cidade de São Paulo. O projeto parte de uma realidade marcada pela escassez de referências positivas à cultura afro-brasileira nos currículos escolares e nos espaços públicos acessados por crianças negras.

A trama narra a história de Pepê, um menino morador da Zona Leste de São Paulo, que pede a seu pai, Jonas, para levá-lo à coroação do rei e da rainha do Rosário dos Homens Pretos da Penha. Juntos, eles embarcam em uma jornada de descoberta sobre a realeza negra no Brasil, em meio à tradicional congada que celebra e honra esses ícones culturais.
A coroação, que une espiritualidade e ancestralidade, ganha novos significados quando é levada ao palco e compartilhada, garantindo que essa tradição seja conhecida, reconhecida, homenageada e admirada de variadas maneiras. É um gesto de respeito à ancestralidade, à memória, à identidade e um convite para que as novas gerações se interessem por essa festa, celebrando a cultura afro-brasileira com orgulho e encantamento.
"Levar essa festa ao teatro infantil é uma forma de fazer com que as crianças experimentem, de maneira encantadora, um patrimônio vivo onde a realeza negra se manifesta, não em castelos distantes, mas em seus próprios territórios, em suas comunidades, em sua história. Ao encenar essa festa no teatro, a peça reforça a importância de contar histórias que ampliam a visão de mundo das crianças, promovendo um olhar sensível sobre o papel da cultura afro-brasileira na construção do país", explica a diretora de produção Ingrid Alecrim.
Sobre a Coroação
A Festa de Coroação de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos é uma celebração vibrante, na qual a fé e a cultura afro-brasileira se entrelaçam. Em São Paulo, acontece na Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha - um espaço de segurança e de reinvidicação de direitos básicos do povo negro.
Construída em 16 de junho de 1802, em pleno regime escravocrata, a igreja atuava com irmandades negras que tinham como funções oferecer um enterro e velório dignos a seus irmãos, promover oportunidades de convívio e interação em festas, proporcionar a compra comunitária de alforrias, entre outras ações.
Mais do que um rito religioso, a festa é, portanto, um símbolo de pertencimento, resistência, dignidade e memória coletiva. Desde 2002, a coroação pôde deixar de ser propositadamente esquecida e festejada como um território importante para a história da cidadania de pessoas negras da cidade e um ponto de confluência dos saberes africanos difundidos no que chamamos de "cultura popular brasileira".
Durante a festa anual, reis, rainhas, príncipes e princesas negros são reverenciados em um cerimonial que mistura o sagrado e o festivo. A cerimônia recebe pastorais, irmandades tradicionais da igreja, e mais de 20 grupos ligados à tradição, entre congadas, moçambiques, marujadas, maracatus, sambas de bumbo e jongo. A cerimônia reafirma nossa vasta realeza afrodescendente, em um país onde há uma contínua tentativa de apagar e marginalizar a própria história negra.
Ela se inicia com o evento de levantamento do mastro no Largo do Rosário, no bairro da Penha, e é composta por uma programação artístico-cultural que tem duração média de um mês. Um dos momentos mais especiais é o da coroação do rei e da rainha de festa, que são escolhidos anualmente, após a celebração de uma missa afro-inculturada (ou seja, uma celebração católica, feita por um padre e normalmente acompanhada por um bispo, que integra em sua estrutura a musicalidade e alguns signos das religiosidades africanas no Brasil).
No momento da coroação, as congadas entram para saudar a realeza e uma delas carrega a coroa. Segundo as pessoas que continuam seu legado, a Comunidade do Rosário da Penha, a festa realiza um movimento que sempre circunda os que vieram antes, os que lá estão e os que ainda virão, fruto de uma espiral simbólica que representa a abrangência das ancestralidades que traçaram os múltiplos caminhos de ser negro.
Ficha técnica
Dramaturgo e designer: Rafael Cristiano
Diretor: Cleydson Catarina
Assistente de diretor: João Filho
Diretor musical: Fernando Alabê
Compositor musical geral: Uberê Guelé
Compositor das músicas "Valsa do Rei" e "Funk Chamego do Meu Pai": Gabriel Coupe
Elenco: Gabriel Coupe, Lucas Laureno, Rafael Cristiano e Rafael Fazzion
Preparador corporal e cenógrafo: Guinho Nascimento
Bonequeiro e Aderecista: Rager Luan
Assistente de Cenógrafo: Alafim
Figurinista: Patricia Freire
Técnica de som: Helena Menezes
Iluminadora: Tati Santos
Consultora de acessibilidade e audionarradora: Cintia Alves
Intérprete de Libras: Ricieri Palha
Diretora de produção: Ingrid Alecrim
Produtor executivo: Miguel Estevão
Divulgação: Catucá Comunicação
Fotógrafa: Duda Viana
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Assessoria de Comunicação
Consultora de dramaturgia: Kiusam de Oliveira
Sinopse
A peça narra a história de Pepê, um menino morador da Zona Leste de São Paulo, que pede a seu pai, Jonas, para levá-lo à coroação do rei e da rainha do Rosário dos Homens Pretos da Penha. Juntos, eles embarcam em uma jornada de descoberta sobre a realeza negra no Brasil, em meio à tradicional congada que celebra e honra esses ícones culturais.
Serviço
Rei Menino, de Rafael Cristiano
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos
Ingressos: Grátis (sem necessidade de retirada)
07/08, às 14h e às 16h
CEU Heliópolis – Estrada das Lágrimas, 2.385 – São João Clímaco, São Paulo
14/08, às 10h30 e às 14h30
Fábrica de Cultura Jardim São Luís – Rua Antônio Ramos Rosa, 651 – Jardim São Luís, São Paulo
28/08, às 14h30 e às 16h30
CEU Paraisópolis – Rua Dr. José Augusto de Souza e Silva, s/n – Paraisópolis, São Paulo
04/09 às 10h e às 14h
CEU São Miguel- R. José Ferreira Crespo, 475 - Jardim São Vicente, São Paulo
Libras nas 02 sessões
11/09 às 10h e às 14h
EMEI Nenê do Amanhã - R. Alvinópolis, 1360 - Vila Beatriz, São Paulo
18/09 às 10h e às 14h
CEU Pq. Anhanguera - R. Pedro José de Lima, 1020 - Anhanguera, São Paulo Libras e audiodescrição às 10h
Fonte: Pombo Correio Assessoria de Comunicação
Re-Circo, o Maior Espetáculo Sustentável da Terra segue em cartaz em O Mundo do Circo SP.
Espectadores são transportados aos anos de 1920 a 1940 com números clássicos em uma roupagem bem moderna.
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Festival Dança em Trânsito retorna ao Centro Cultural FIESP com nova programação gratuita e artistas de diferentes países.
Nos dias 1º e 2 de agosto, o festival internacional de dança contemporânea reúne apresentações do Brasil, Burkina Faso, Itália, Colômbia e Luxemburgo, além do resultado da residência artística conduzida por Salia Sanou.
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Torneira abastecida por nascente inspira projeto de arte e mobilização em São Paulo.
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Cia. Articularte faz mostra de repertório no Teatro Arthur Azevedo entre agosto e setembro.
Com 26 anos de trajetória no teatro de bonecos, espetáculos de gesto e animação, grupo apresenta os espetáculos infantojuvenis A Cuca Fofa de Tarsila, O Trenzinho Villa-Lobos, Portinari Pé de Mulato e Menino Coragem.
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Trupe Benkady celebra 15 anos com circulação gratuita do espetáculo Sons d
Projeto contemplado pelo Programa Municipal de Fomento à Dança promove apresentações gratuitas durante julho e agosto, levando ao público um encontro entre música, dança e ancestralidade da cultura mandingue.
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Primeiras Infâncias Brasileiras convida o público a mergulhar nos seis primeiros anos da vida por meio de experiência multissensorial.
Exposição inédita transforma conhecimento científico sobre o desenvolvimento infantil em percurso sensível sobre cuidado, cultura, brincadeira, território, direitos e futuro coletivo.
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Cine Satyros Bijou recebe a Mostra da Diversidade do Cinema Brasileiro.
Evento acontece na Sala Patrícia Pillar, de 23/07 a 30/08.
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Festival Quebrada Viva reúne Trio Mocotó, MC Luanna, Stefanie, DeeJazz e mais atrações gratuitas na Brasilândia.
Evento ocupa o Parque Linear Bananal-Canivete com shows, intervenções artísticas, teatro infantil, slam, samba e atividades para toda a família no dia 25 de julho.
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Casas de Cultura Municipais celebram o mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha com mais de 20 atrações gratuitas para todas as idades.
Shows, espetáculos teatrais, contação de histórias, bailes, oficinas e palestras integram a programação que segue até o fim deste mês (31/7).
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Cia. EmVersão fala sobre adoção e luto em Jabuticaba nasce no tronco, que tem nova temporada gratuita no Teatro Arthur Azevedo em agosto.
Com texto e direção de Bernardo Fonseca Machado, espetáculo encerra trilogia de peças Ensaios Sobre a Morte, composta ainda por Relicário Inventado e Epitáfio.
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Itaú Cultural homenageia João Silvério Trevisan e celebra a memória como resistência na nova edição de Todos os Gêneros.
A 13ª edição da mostra reflete sobre as múltiplas experiências LGBTQIAPN+ por meio de diferentes linguagens e origens: peças teatrais da Bahia, do Ceará e do Chile, espetáculo de dança do Rio Grande do Norte, exibição de curtas-metragens de São Paulo e Pernambuco e shows da cantora paulista Cida Moreira dedicados a Angela Ro Ro e à produção musical e poética de artistas LGBT. O ponto alto é a homenagem a Trevisan, escritor, cineasta e ativista, que inspira a publicação, programação e participa de bate-papos e encontros literários.
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Após conquistar o Troféu Picadeiro, Herolino, O Faxineiro chega ao Teatro João Caetano.
Sem uso de palavras, solo de Erickson Almeida mescla palhaçaria, acrobacias e humor físico para transformar uma simples faxina em um espetáculo que celebra a tradição circense e a brincadeira.
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Espetáculo Hello, Édipo inicia nova temporada em São Paulo.
A montagem criada a partir da obra Édipo Rei, de Sófocles, ocupa a Funarte SP do dia 31 de julho a 16 de agosto. Entrada gratuita.
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Com entrada gratuita, Memorial recebe o Festival do Milho + Arraial no Memorial + Festival do Acarajé + Festival de Sopas e Feira de Adoção.
Promovido pela Art Shine, o evento tem expectativa de consumo de 8 toneladas de derivados de milho.
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Com Seis Atores em Busca de Sérgio Cardoso, Itaú Cultural celebra o centenário de um dos maiores nomes do teatro brasileiro.
Em uma encenação que costura vida e obra, realidade e ficção, memória e imaginação, com direção e dramaturgia de Rita Batata e a montagem da RIMA Coletiva, seis atores interpretam personagens icônicos de Sérgio Cardoso e refletem sobre memória, representação e o fazer teatral. Peça trata da vida e legado deste ator, diretor e figura fundamental da modernização do teatro brasileiro.
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