Sinopse: O espetáculo relaciona a história da vida na Terra com a trajetória poética da vida de uma pessoa comum. De um lado, a imensidão do universo, a infinitude, de outro, a dor humana de existir em sua finitude, em sua solidão constitutiva. Ao mesmo tempo, relaciona dois discursos, o filosófico, de um lado, e, de outro, a narrativa poética de sua própria vida. Viviane Mosé atravessa e entrelaça dois de seus livros, “A espécie que sabe - do homo sapiens à crise da razão”, e “Meu braço esquerdo, Um sim à vida”, transmutando reflexão filosófica em experiência sensível. Essa encenação não ilustra conceitos, mas os encarna; ali, o pensamento emerge como acontecimento, como presença. Unindo teatro, filosofia, poesia e dança, Um sim à vida não busca oferecer respostas, mas produzir um enfrentamento direto com a condição humana, sua fragilidade, sua lucidez e sua potência singular de existir.