Outubro 29, 2020
Incrementando a agenda do Palco Virtual, que desde outubro dedica as noites das segundas-feiras para programação musical online no site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br, o cantor PC Silva abre o ciclo de shows de novembro com apresentação intimista e repertório inédito. No dia 2, às 20h, o compositor pernambucano toca e canta, ao vivo, músicas do seu novo álbum Amor, saudade e tempo, gravado com participações de Mônica Salmaso e Ceumar. Com apresentação em voz e violão, Silva também mostra para o público suas composições inéditas. Na próxima semana, o Trio Misturada faz show com canções elaboradas durante a pandemia e toca as principais músicas do álbum Caminho. As apresentações do Palco Virtual acontecem via Zoom e as reservas de ingressos online têm início 15 dias antes das atividades, pela plataforma Sympla.
Lançado nas plataformas digitais em julho de 2020, o primeiro álbum solo do canto, Amor, saudade e tempo traz canções autorais costuradas pela tríade temática que titula o álbum e compostas ao longo de uma década. Além das participações de Mônica Salmaso e Ceumar, o disco conta com o instrumentista Lui Coimbra. No total, são 11 faixas que revelam a personalidade musical deste artista integrante da nova geração musical pernambucana.
A música título do álbum, agrega os três universos nos quais PC Silva dividiu as canções escolhidas em um processo artesanal de análise dos versos e das expressões utilizadas. Algumas, o ouvinte percebe que transitam por mais de um tema, frequentemente pinçados como força-motriz para a composição musical. É o caso de Boomerang, parceria com o conterrâneo Juliano Holanda, também produtor do disco e de Ave Sangria, de Almério, Martins e Bongar, gravada em dueto com a mineira Ceumar.
A possível delicadeza da saudade conduz Meu Amorzim, introduzida por uma oração da avó dele, Joaquina, falecida em 2018. Em sintonia com compositores como Gilberto Gil e Chico César, ele alude aos ritos religiosos de um cristianismo popular muito característico do sertão nordestino e vê na despedida uma espécie de encantamento. Pitadas das influências sonoras e poéticas do sertanejo de Serra Talhada permeiam quase todo o disco, mas se tornam mais fortes em algumas, como Ciclone.
O conceito de transitoriedade, reforçado diante da crise sanitária e a solidão por ela provocada, é explorado na canção Todas as vidas do mundo. Já o mistério do tempo reaparece em Nigel Mansell - piloto rival de Ayrton Senna nas pistas -, no qual ele faz ode à incontrolável e enigmática grandeza física.
O eu-lírico feminino ressurge em Moderna, uma canção com falas feministas de tônica ora políticas ora irônicas. Já em Saudade Arengueira, que carrega no nome uma gíria tão pernambucana, a ausência tem contornos trágicos. A melodia ganha um toque especial com o charango introduzido por Lui Coimbra.
O fim tem sua controversa beleza destacada em Adeus, obrigado e disponha, cantada com Mônica Salmaso e preenchida ainda pelo violoncelo de Lui Coimbra, cujo instrumento cresce ainda mais em Ímã, na qual os desencontros do amor ganham contorno de afeto e cuidado.

Sobre PC Silva
Desde a saída da bandavoou, em 2016, PC Silva se dedicou à composição, ao estudo da poesia e do instrumento, a shows individuais ou com parceiros, como na mostra coletiva Reverbo, um dos mais relevantes projetos musicais da cena pernambucana contemporânea. Foram dois anos de estruturação de um movimento de independência e amadurecimento artístico que culmina em um disco contemplativo, marcado por unidade melódica e temática e gravado no Estúdio Carranca com Juliano Holanda (guitarra, violão e baixo), Gilú Amaral (percussão) e Diego Drão (piano).
Serviço
Palco Virtual - PC Silva
Data: 2 de novembro(segunda-feira)
Horário: às 20h
Classificação indicativa: Livre
Reservas de ingressos online: toda a programação do Palco Virtual Itaú Cultural é gratuita. As apresentações acontecem via Zoom e as reservas de ingressos online já estão disponíveis pela plataforma Sympla.
Ao vivo via Zoom.
Ana Botafogo inspira mostra de dança no Itaú Cultural.
Em sinergia com a exposição da série Ocupação dedicada à artista e um dos maiores nomes do balé clássico do país, a programação apresenta cinco espetáculos com bailarinas de São Paulo, Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. Elas partem do legado de Ana Botafogo para dar luz a outras camadas da atual produção da dança no país. No palco, o clássico serve de base para um diálogo com o contemporâneo, o popular e a tradição.
https://www.sampaonline.com.br/noticias/ana+botafogo+inspira+mostra+danca+itau+cultural.php
Ocupação Ruth Rocha abre o universo da autora que, há cinco décadas, forma gerações com sua literatura para crianças.
Em mais uma exposição dedicada ao público infantil e aos adultos que beberam da mesma fonte, o Itaú Cultural propõe uma jornada pela vida e obra de uma das maiores autoras da literatura infantojuvenil brasileira. Em 2026, Ruth Rocha comemora 50 anos de trajetória e é celebrada com esta mostra, a reedição de um de seus livros e sendo tema da Mancha Verde no próximo Carnaval.
https://www.sampaonline.com.br/noticias/ocupacao+ruth+rocha+abre+universo+autora+que+cinco+decadas+forma+geracoes+com+sua+literatura+para+criancas.php