Agosto 10, 2026
Um andarilho é a figura central de “Nefelibato”, monólogo de Regiana Antonini que o ator Luiz Machado leva à cena para celebrar seus 30 anos de carreira. Aplaudido pela crítica e público nas temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, o espetáculo volta à cidade para curta temporada, no Teatro B32, de 04 a 27 de setembro. Embora ambientada na década de 1990, época em que a população teve suas reservas confiscadas pelo governo, a trama dialoga com o Brasil de hoje. Será a sexta temporada do espetáculo elogiado não só pelo texto ou pela contemporaneidade, mas, sobretudo pela atuação de Luiz Machado.

A medida arbitrária da equipe econômica do governo levou milhares de brasileiros ao desespero e à bancarrota. Muitos enlouqueceram, como Anderson, personagem central da peça, que perdeu o negócio, um ente querido, um grande amor, e foi parar nas ruas, perambulando. “Um fato real, que se mistura com a nuvem da fantasia, do drama, do épico, do louco, do homem, do ‘Nefelibato’ que mora na praça que cada um possui no meio do peito. O projeto ‘Nefelibato’ é um espetáculo teatral da dimensão humana que se refaz no humor, na poesia, na força, na busca por um lugar no mundo, seja o mundo real ou mundo imaginário. Este personagem que carrega seu próprio mundo em um carrinho, que tem seu próprio mundo dentro de si, vai como Dom Quixote, como Hamlet, como o capitão Ahab de “Moby Dick” à procura de sua baleia branca, em busca de enfrentar seus moinhos e demônios para ser feliz. Sim, ser feliz é o que todos queremos, este singelo momento que justifica a vida, sorrir ao acordar”, assim o diretor Fernando Philbert discorre sobre o tema da peça.
O quanto de loucura é necessário para o ser humano não perder a própria vida? Como se processa o instinto de sobrevivência que o ser humano tem, mas que esquece que tem? Como chamar a atenção para um certo grau de consciência que o personagem tem em sua condição? Para não se matar ou matar alguém, Anderson vai para a rua. Viver na rua foi o caminho que ele encontrou para continuar vivo.
“O público fica muito impactado, pois o espetáculo reflete uma realidade que tentamos fazer invisível, mas que está sempre à disposição de nossos olhos. Então, é muito interessante quando a plateia percebe que a atitude do personagem é consequência de um ato político e se aproxima ainda mais desta verdade social em que vivemos”, acrescenta Luiz Machado, que ficou fascinado pelo personagem desde o primeiro contato com o texto. "A história de Anderson me fascinou completamente, pois é um personagem que vive no limite da vida e do sonho, entre a lucidez e a loucura", conclui.
Sobre Luiz Machado
Luiz Machado é formado em Artes Cênicas com habilitação em Interpretação pela Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO) e atua profissionalmente em teatro, televisão e cinema desde 1994.
Na TV, faz parte do elenco principal do seriado Z4 para o SBT e Disney que estreou em julho de 2018. Recentemente, participou do seriado MAGNIFICA 70 para HBO, com a Direção de Cláudio Torres e Carolina Jabor. Foi Protagonista do seriado da TV Globo e Canal Futura, FAMÍLIA IMPERIAL, com a Direção de Cao Hamburger, para o Canal Futura, no Disney Channel e Disney XD.
Protagonizou também, um dos episódios do programa ANJOS DO SEXO, um sitcom de Domingos de Oliveira pela Rede Bandeirantes.
No teatro já participou de 38 espetáculos teatrais na qualidade de ator e como Produtor em quatro outros “DOIS IDIOTAS SENTADOS CADA QUAL NO SEU BARRIL”, de Dudu Sandroni e Fátima Valença em 1996, “EM CANTOS” de Rosyane Trotta em 1998, que foi indicado ao prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem de melhor Produção, “COMO MATAR UM PLAYBOY” de João Bethencourt em 1998, neste foi também Assistente de direção de João Bethencourt, “CÉU E BRANCA” de Moisés Bittencourt em 2006 – 2009.
Em 2023 estreou seu segundo solo AS ARTIMANHAS DE MOLIÈRE de Fernanda Celleghin e com a direção de Márcio Trigo. Em seu primeiro monólogo “NEFELIBATO”, foi indicado ao Prêmio Cenym na categoria de melhor ator e pelo Prêmio Aplauso Brasil na categoria especial como Destaque do ano. Um espetáculo que tem o texto de Regiana Antonini, a direção de Fernando Philbert e Supervisão Artística de Amir Haddad. Atuou em “APOCALIPSE, SEGUNDO DOMINGOS DE OLIVEIRA”, e “O CONFRONTO”
ambos de autoria e Direção de Domingos de Oliveira. Recentemente esteve em cartaz com o espetáculo “O AUTO DA COMPADECIDA” e “O SANTO E A PORCA” ambos de autoria de Ariano Suassuna.
Já atuou como ator com diretores da expressão de Domingos de Oliveira, Amir Haddad, João Fonseca, João Bethencourt, Maria Clara Machado, Fernando Philbert, Sidnei Cruz, Guida Vianna, Cacá Mourthé, Ricardo Kosovski, André Mattos, Fernando Gomes, entre outros.
Ficha técnica
Texto – REGIANA ANTONINI; Supervisão artística – AMIR HADDAD; Direção – FERNANDO PHILBERT; Interpretação – LUIZ MACHADO; Direção de Produção – GERARDO FRANCO; Cenografia e figurino – TECA FICHINSKI; Iluminação – VILMAR OLOS; Músicas – MAÍRA FREITAS; Direção de movimento – MARINA SALOMON; Preparação vocal – EDI MONTECCHI; Design gráfico – CLÁUCIO SALES; Assistente de direção – ALEXANDRE DAVID; Assistente de cenário – JUJU RIBEIRO; Realização – LM PRODUÇÕES ARTÍSTICAS; Produção Executiva São Paulo – GERARDO FRANCO
Serviço
Teatro B32
Espaço Experimental (70 lugares)
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3732, Itaim Bibi, São Paulo, SP
Sessão extra para pessoas em situação de rua com debate após o espetáculo no dia 03 de setembro, às 15h
Temporada: 04 a 27 de setembro
Sexta e Sábado às 20h e Domingo às 18h
NÃO É PERMITIDA A ENTRADA APÓS O INÍCIO DO ESPETÁCULO.
Ingressos: R$ 100,00 na bilheteria
R$ 60,00 no Sampa Ingressos
Classificação: 14 anos
Duração: 1 hora
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