Maio 26, 2025
O Itaú Cultural recebe de 29 de maio a 1 de junho (quinta-feira a domingo) Um Grito Parado no Ar, texto clássico do ator, diretor e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006), cuja nova montagem é apresentada pelo Teatro do Osso. Marco do teatro brasileiro, que estreou a sua primeira versão em 1973, o espetáculo reflete sobre os desafios da criação artística em períodos de censura e repressão. Ela dialoga, agora, com questões contemporâneas, por meio da dramaturgia assinada em conjunto pela companhia teatral, o dramaturgo Jonathan Silva e o diretor Rogério Tarifa.
Assim como toda a programação do Itaú Cultural, as apresentações da peça são gratuitas. Os ingressos podem ser reservados a partir das 12h do dia 27 (terça-feira), na plataforma INTI – acesso pelo site do Itaú Cultural. Todas as apresentações contam com interpretação em Libras.
Um Grito Parado no Ar reflete sobre a precariedade e a persistência de se fazer arte em tempos complexos, ao acompanhar um grupo de artistas que ensaia uma peça a 10 dias da estreia e vê essa produção sendo ameaçada tanto pela censura, quanto por dívidas e restrições financeiras. A trama mantém a essência crítica proposta por Guarnieri há mais de 50 anos, no período da ditadura militar brasileira, expondo os desafios de se fazer arte em um contexto de repressão.

Nesta nova montagem, estreada em janeiro, o diretor Rogério Tarifa segue com foco na importância do teatro como ferramenta de questionamento e crítica social. No entanto, traça também diálogos com a atualidade, com improvisações do elenco baseadas em relatos reais sobre este cotidiano permeado por questões sociais e econômicas.
Ainda, ele faz uma conexão entre dois tempos de Um Grito Parado no Ar – o de 1973 e o de 2025 –, por meio da participação de Dulce Muniz. A atriz faz parte da história do teatro brasileiro e integrou o Teatro Arena, vivenciando situações como as levadas ao palco no papel da personagem Flora.
Com direção musical de William Guedes e composições originais de Jonathan Silva, este ato-espetáculo musical conta com um coro de oito integrantes, que se junta ao elenco e enriquece a conexão com o público. Assim, atrizes, atores e não atores, pessoas cis e pessoas trans, além de diferentes gerações, classes sociais e nacionalidades, colocam em cena uma pluralidade de vozes e experiências.
Curiosidades e história
Gianfrancesco Guarnieri foi um ator, diretor, dramaturgo e poeta italiano naturalizado brasileiro. Figura central do Teatro de Arena de São Paulo, ele marcou a dramaturgia nacional com textos que abordavam questões sociais e políticas. Entre as suas obras mais significativas está Eles Não Usam Black-Tie, reconhecida como um marco do teatro brasileiro, em 1958. O cineasta Leon Hirszman levou a peça para o cinema em 1981, sob sua direção e com fotografia de Lauro Escorel.
Um Grito Parado no Ar estreou há 52 anos, em um período de forte repressão política, e tornou-se um símbolo da resistência cultural. Dos movimentos das ruas nos anos 1970, levou para o palco a frase "Nós vamos estrear, nem que seja na marra!", dita em cena pelo personagem Fernando, mas que ecoava como um manifesto dos artistas contra a censura daquela época.
Sobre o grupo e o diretor
Teatro do Osso tem uma trajetória de nove anos e um repertório que reafirma algumas características constitutivas de uma linguagem do grupo: a exploração das possíveis relações entre a fala, música e encenação; a construção de uma dramaturgia coletiva a partir das vivências pessoais, éticas, estéticas e políticas de cada integrante do grupo; a incorporação das experiências originadas na resistência social; e a desconstrução da relação palco e plateia.
Entre seus trabalhos estão os espetáculos Canto para Rinocerontes e Homens e Produtos, as leituras dramáticas de A Lua Muito Pequena e a Caminhada Perigosa, de Augusto Boal, e Meu Reino por um Cavalo, de Dias Gomes, o show Ato de Liberdade e a exposição Do Canto ao Grito - Um Estudo sobre o Teatro Épico no Brasil, a partir da obra Um Grito Parado no Ar.
Rogério Tarifa é diretor, ator, dramaturgo, cenógrafo e diretor de arte. Em 2022, dirigiu O que nos Mantém Vivos, trabalho com o qual foi indicado ao Prêmio Shell de Direção, e ao APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte como Melhor Espetáculo. No mesmo ano dirigiu ANONIMATO, espetáculo da Cia Mungunzá de Teatro. Ganhou o Shell de Melhor Cenário e foi indicado na categoria direção com os espetáculos Cantata Para Um Bastidor de Utopias e O que nos Mantém Vivos?.
É integrante da Cia São Jorge de Variedades há 22 anos, da Cia do Tijolo há 15, do coletivo Teatro do Osso e do coletivo Ópera Urbe, ambos há 7 anos. No grupo Teatro Popular União e Olho Vivo, dirigiu, em 2018, o espetáculo Bom Retiro Meu Amor ao lado de César Vieira. Junto a estes grupos, nos últimos anos, dirigiu dezenas de espetáculos aclamados na cena paulistana.
Ficha Técnica
Direção: Rogério Tarifa
Dramaturgia: Jonathan Silva, Rogério Tarifa e Teatro do Osso
Direção de Atores: Luis André Cherubim e Rogério Tarifa
Texto original: "Um Grito Parado no Ar", de Gianfrancesco Guarnieri
Elenco: Guilherme Carrasco, Isadora Títto, Maria Loverra, Oswaldo Ribeiro Acalêo e Rubens Consulini
Atriz convidada: Dulce Muniz
Coro: Dan Nonato, Thiego Torres, Ísis Gonçalves, Marcela Reis, Nduduzo Siba, Rommaní Carvalho, Sofia Lemos e Wilma Elena
Iluminação: Marisa Bentivegna
Direção musical e treinamento vocal: William Guedes
Composições originais: Jonathan Silva
Músicos: Gabriel Moreira, Felipe Chacon e Ju Vieira
Direção de movimento e treinamento: Marilda Alface
Direção de Arte: Rogério Tarifa
Cenário: Diego Dac e Rogério Tarifa
Figurino: Juliana Bertolini
Desenho de som: Duda Gomes
Produção Executiva: Carolina Henriques
Diretor de palco: Diego Dac
Técnico de Palco: DiegoLeo
Técnica de Luz: Gabi Ciancio
Técnico de som: Duda Gomes
VJ: Lui Cavalcante
Assistente de Produção: Julia Terron
Assistente figurino: VI Silva
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli
Fotos: Mauricio Bertolin e Cacá Bernardes
Designer gráfico: Fábio Vieira
Ilustração: Elifas Andreato
Realização: Teatro do Osso
Produção: Jessica Rodrigues Produções Artísticas
Direção de Produção: Jessica Rodrigues
Serviço
Peça Um Grito Parado no Ar
De 29 de maio a 1 de junho (quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h)
Com Teatro do Osso. Direção: Rogério Tarifa.
Sala Itaú Cultural (Piso Térreo)
Duração: 170 minutos
Capacidade: 224 lugares
Classificação Indicativa: 14 anos
Entrada gratuita. Reservas de ingressos a partir da terça-feira da semana da apresentação, a partir das 12h, na plataforma INTI – acesso pelo site do Itaú Cultural
Interpretação em Libras
PROTOCOLOS / Sala Itaú Cultural:
- É necessário apresentar o QR Code do ingresso na entrada da atividade até 10 minutos antes do seu início. Após esse período, o ingresso será invalidado e disponibilizado na bilheteria.
- Se os ingressos estiverem esgotados, uma fila de espera presencial começará a ser formada 1 hora antes da atividade. Caso ocorra alguma desistência, os lugares vagos serão ocupados por ordem de chegada.
- O mezanino é liberado mediante ocupação total do piso térreo.
- A bilheteria presencial abre uma hora antes do evento começar.
Devolução de ingresso:
Até duas horas antes do início da atividade, é possível cancelar o ingresso diretamente na página da Inti, assim outra pessoa poderá utilizá-lo. Na área do usuário, selecione a opção "Minhas compras" no menu lateral, escolha o evento e solicite o cancelamento no botão disponível.
Programação sujeita a cancelamento:
O Itaú Cultural informa que sua programação poderá ser cancelada em virtude de questões extraordinárias. Nesse caso, os ingressos adquiridos perdem a validade. O público que reservou o ingresso será notificado por e-mail. Um eventual reagendamento da programação ficará a exclusivo critério do IC, de acordo com a disponibilidade de agendas, sem preferência para quem adquiriu os ingressos anteriormente.
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, próximo à estação Brigadeiro do metrô
De terça-feira a sábado, das 11h às 20h.
Domingos e feriados 11h às 19h
Informações: pelo telefone (11) 2168.1777 e wapp (11) 9 6383 1663
E-mail: atendimento@itaucultural.org.br
Acesso para pessoas com deficiência física
Estacionamento: entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
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Fonte: Larissa Corrêa - Itaú Cultural
Cia. Lumiato apresenta espetáculo 2 Mundos e oficina de teatro de sombras no Espaço Sobrevento em março.
Criada pelos artistas bonequeiros Soledad Garcia e Thiago Bresani na Argentina, a companhia é conhecida por ampliar os limites da sombra em cena em trabalhos cheios de poesia.
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Mariana Muniz apresenta o solo Das Tripas: Sete Histórias com ingressos gratuitos.
Com direção de Clara Carvalho, espetáculo é uma construção coreográfica e teatral inspirada no livro Das Tripas Coração, da autora pernambucana Ezter Liu.
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Centro de Música Brasileira homenageia Osvaldo Lacerda em concerto gratuito.
A apresentação em homenagem ao compositor acontece no dia 28 de março, às 18h.
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O Ninho, um recado da raiz, ganha nova temporada gratuita em teatros municipais a partir de março.
Com trilha sonora original de Zeca Baleiro (indicado ao Prêmio Shell 2024 pelo trabalho), espetáculo é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio no canavial nordestino.
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Noite Tcheca: MIS realiza exibição do filme Dream Team.
Produção, que se passa nos Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, é uma comédia esportiva que mistura humor, emoção e reflexões familiares, trazendo uma abordagem atual e sensível sobre cooperação, identidade e desafios coletivos.
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Do Chão Não Passa, espetáculo de dança que explora a potência do movimento rasteiro, terá temporada em março no Jambu Galpão.
Com direção do pernambucano Henrique Lima, trabalho investiga as possibilidades de uma dança em plano baixo.
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Programação para a família no Itaú Cultural em março tem oficina de escrita afetiva e espetáculo circense.
Aos sábados, o Itaú Cultural apresenta no Bulevar do Rádio, ao ar livre, o coletivo Rainhas do Radiador, espetáculo circense. Aos domingos, a programação é realizada internamente, no piso térreo do prédio do IC, e convida o público a trocar palavras gentis em cartas, com a realização do Correio Afetivo.
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O Mundo do Circo SP recebe Monasciclos, de Jujuba & Chicote, além de outros destaques.
A programação é gratuita e estende-se durante o mês de março.
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Contos Inclusivos e Travessos promove encontros gratuitos de leitura e debate sobre Direitos Humanos para jovens em espaços culturais de São Paulo.
Iniciativa de incentivo à leitura e promoção da oralidade é inspirada nos pilares sociais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e trata de temas como racismo, capacitismo, diversidade sexual e gênero.
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África em Estado de Cinema: mostra no MIS traz filmes clássicos e contemporâneos de diferentes regiões do continente.
Ao todo, serão exibidas 24 produções africanas, incluindo ficções e documentários em curta e longa-metragem.
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