Abril 25, 2025
A Galeria de Arte André abre, no dia 26 de abril, sábado, como parte do projeto Monográficas, duas exposições simultâneas. Monográficas 6 é dedicada a Antonio Augusto Marx (1919-2008), e Monográficas 7, a Raquel Taraborelli (1957-2020). Com curadoria de Mario Goia, as exposições trazem cerca de 30 pinturas de Marx e mais de 20 de Taraborelli. O projeto foi idealizado por Gioia com o objetivo de exibir com mais fôlego a obra de artistas de reconhecido valor (e que, por vezes, estão com visibilidade menos ostensiva dentro do circuito) que se relacionam com a própria história da galeria, já com 66 anos de atividade na cidade de São Paulo. As mostras anteriores do programa foram dedicadas a Carlos Scliar, Enrico Bianco, Iracema Arditi, Armando Sendin e José Moraes.
Antonio Augusto Marx
Para o curador Mario Gioia, Antonio Augusto Marx é "indubitavelmente um dos maiores pintores do gênero paisagem na história da arte no Brasil". Arquiteto e urbanista nascido no Rio de Janeiro e que se radicou em São Paulo, retratou em décadas passadas lugares hoje radicalmente transformados, como Paraisópolis, Diadema e outras paisagens antes rurais e hoje intensamente urbanizadas. Assim, essas obras se tornam "quase uma arqueologia", segundo Gioia.
Mas a mostra atual não se prende ao tom nostálgico. Apresentar as pinturas de Marx hoje atesta "a persistência de um labor contínuo e que não se prendeu a ondas novidadeiras e superficiais", afirma o curador.

Segundo Gioia, "o projeto plástico-visual de Marx continua potente e robusto. Há desde as verticalidades de quando ele registra bosques e apanhados de árvores, cores mais inusitadas que usara, como o violeta, e o tom menor com que ambienta as bordas entre a zona rural e uma metrópole nascente".
Marx expôs em numerosas coletivas e ganhou individual em 1986, com texto de Jacob Klintowitz.
Raquel Taraborelli
Nascida em Avaré (SP), Raquel Taraborelli também tem um relacionamento longevo com a Galeria de Arte André, e sua prolífica produção de tom neoimpressionista continua a fazer sucesso entre o público. Para Mario Goia, a força motriz do trabalho da pintora é a harmonia. "Talvez um dos maiores atributos do corpus de obra de Taraborelli tenha sido a fidelidade.

Então as numerosas paisagens campestres, as marinhas, os exuberantes e diversos vasos e as portas são abundantes em realização pela pintora", explica o curador.
Gioia considera a nova exposição uma oportunidade de descobrir novas conexões com outros artistas, inclusive Marx. "Ao examinarmos o recorte de agora, contudo, talvez cenas de mar e o intimismo de dependências cotidianas nos traga elos com outras produções para além do que são citadas com frequência acerca da obra. Ou talvez o apuro das naturezas-mortas de vasos (lembremos o desafio recente imposto por Hockney, por exemplo, para renovar tais registros)".
Sobre o curador Mario Gioia
Curador independente e crítico de arte, é graduado pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Foi crítico convidado de 2013 a 2015 do Programa de Exposições do CCSP (Centro Cultural São Paulo) e fez, na mesma instituição, parte do grupo de críticos do Programa de Fotografia 2012. Em 2015, no CCSP, fez a curadoria de Ter Lugar para Ser, coletiva com 12 artistas sobre as relações entre arquitetura e artes visuais. Integrou o grupo de críticos do Paço das Artes desde 2011, instituição na qual fez o acompanhamento crítico de Luz Vermelha (2015), de Fabio Flaks, Black Market (2012), de Paulo Almeida, e A Riscar (2011), de Daniela Seixas. Em 2019, iniciou o projeto Perímetros no Adelina Instituto, em SP, dedicado a artistas ainda sem mostras individuais na cidade, que contou com exposições de João Trevisan (DF), Lara Viana (BA), Claudia Hamerski (RS), Dirnei Prates (RS) e Larissa Camnev (Campinas, SP). Na feira ArtLima 2017 (Peru), assinou a curadoria da seção especial CAP Brasil, intitulada Sul-Sur, e fez o texto crítico de Territórios forjados (Sketch Galería, 2016), em Bogotá (Colômbia). Em 2018, assinou a seção curatorial dedicada ao Brasil na feira Pinta (Miami, EUA). É colaborador de periódicos de artes como Arte al Día. Na Galeria de Arte André, fez as curadorias de Abstração em Fricção (2022), Armando Sendin - Monográficas 4 (2022), Despojos - Valdo Kerpen (2021), Carlos Scliar – Monográficas 1 (2020), André, 60 – Da Academia ao virtual (2019), Entre Artes e Ofícios, Centros e Arrabaldes (2019), e Cotidiano (2012).
Sobre a Galeria de Arte André
Com 66 anos de atuação no circuito das artes, a Galeria de Arte André foi fundada em 1959 pelo romeno André Blau. É considerada a maior galeria de arte da América Latina, tendo se tornado uma referência no mercado de arte brasileira. Atualmente dirigida por Juliana Blau, a casa ajudou a forjar o mercado de arte no Brasil e passou por diversos endereços até se consolidar na Rua Estados Unidos, entre a Avenida Rebouças e a Alameda Gabriel Monteiro da Silva.
Conhecida pelo seu acervo de esculturas e obras de artistas como Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Bruno Giorgi, Carlos Araujo, Carlos Scliar, Cícero Dias, Clóvis Graciano, Di Cavalcanti, Frans Krajcberg, Guignard, Hector Carybé, Manabu Mabe, Orlando Teruz, Roberto Burle Marx, Sonia Ebling e Tomie Ohtake, entre muitos outros, a casa oferece ao público exposições periódicas e projetos educacionais e culturais.
Oferece um calendário de exposições ao longo do ano, tendo diversos projetos curatoriais com artistas da casa e que fizeram parte da história e de seu acervo. Além disso, tem o projeto Multimuros, atualmente com uma obra de arte pública na fachada da galeria, localizada na Avenida Rebouças, assinada pela artista indígena Tamikuã Tixihi. Ainda em 2023, a galeria apresentará exposições do artista Cássio Lázaro.
A galeria também dispõe de uma loja virtual com obras de arte a preços acessíveis no link www.galeriandre.com.br/loja-virtual. Também mantém um blog com notícias e análises do mundo da arte, em www.galeriandre.com.br/blog.
Serviço
Abertura das exposições Monográficas 6: Antonio Augusto Marx, e Monográficas 7: Raquel Taraborelli
Dia 26 de abril, sábado, das 11h às 15h
Curadoria: Mario Gioia
Período expositivo: de 26 de abril a 31 de maio de 2025
Gratuito
Horário de funcionamento
De segunda a sexta, das 9h às 19h
Sábados das 10h às 14h
Galeria de Arte André
Rua Estados Unidos, 2.280
Jardim Paulistano
01427-002 – São Paulo – SP
(11) 3081-9697 / 3081-3972 / 3063-0427
www.galeriaandre.com.br
Fonte: Buriti Comunicação
Mostra Mulheres em Cena celebra 10ª edição em São Paulo e amplia seu intercâmbio artÃstico para o México.
Centro de Referência da Dança recebe de 16 a 19 de setembro uma programação gratuita, com direito a espetáculos, oficinas e bate-papos.
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Filmes de diferentes regiões do Brasil integram mostra do 30º FAM na Itaú Cultural Play.
Seleção reúne cinco filmes de diferentes gêneros e estados brasileiros, com histórias que abordam diversidade, ancestralidade, migração e relações humanas. A plataforma também apresenta Joaquim, de Marcelo Gomes, como Filme do Mês. A produção revisita a trajetória de Joaquim José da Silva Xavier, antes de se tornar Tiradentes.
https://www.sampaonline.com.br/noticias/filmes+diferentes+regioes+brasil+integram+mostra+30º+fam+itau+cultural+play.php
Flying Low estreia Em Revoada, espetáculo que reúne break dance, mitologia e a busca por liberdade.
Temporada gratuita no Teatro Galpão do Folias, em São Paulo, inspira os limites da liberdade a partir da ideia do voo coletivo.
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Programação de setembro para crianças e famÃlia no Itaú Cultural tem gastronomia, oficinas, contação de história e espetáculo teatral.
As atividades exploram diferentes formas de expressão cultural, convidando o público de todas as idades a vivenciar experiências ligadas à criação artÃstica, à literatura, à ancestralidade e à cultura alimentar.
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Técnicas têxteis africanas são tema de oficinas no Sesc Belenzinho.
O projeto Moda: Território Ancestral apresenta práticas tradicionais de estamparia do Benin e de origem iorubá.
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Menu Cultural de setembro apresenta: O que é gastronomia periférica? no Itaú Cultural.
Nova edição da feira gastronômica e artesanal do Itaú Cultural, com nova curadoria da Gastronomia Periférica, reúne produtores, ex-alunos e pequenos negócios em torno de diferentes sabores, saberes e práticas das periferias.
https://www.sampaonline.com.br/noticias/menu+cultural+setembro+apresenta+que+gastronomia+periferica+itau+cultural.php
Do Passo ao Baile – Forró promove encontros e dança a dois no Sesc Belenzinho.
Com foco na condução, escuta e improvisação, projeto
https://www.sampaonline.com.br/noticias/passo+baile+–+forro+promove+encontros+danca+dois+sesc+belenzinho.php
O convite ganha sessão gratuita seguida de bate-papo no MIS.
Aclamada comédia dramática da diretora Olivia Wilde, ainda em cartaz nos cinemas, será exibida no Ciclo de Cinema e Psicanálise de setembro.
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Itaú Cultural recebe Rio Rugas, espetáculo de marionete para adultos que une música, teatro visual e dança para refletir sobre envelhecimento.
A montagem da marionetista Juliana Notari, que conta com direção musical e participação ao vivo da cantora mineira Ceumar, acompanha o envelhecimento de uma marionete e toma o fluxo de um rio como metáfora para o tempo, a transformação e a memória. Espetáculo conta ainda com participação especial e provocações cênicas do cantor e compositor Jairo Pereira.
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Jogos Afrocentrados unem ancestralidade e aprendizado lúdico no Sesc Belenzinho.
Vivência reúne jogos de diferentes paÃses africanos, livros e atividades que aproximam estratégia, memória e conhecimentos sobre o continente.
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SEMENTEIRA leva dança e resistência das hortas urbanas aos palcos de São Paulo.
Com concepção e direção artÃstica de Cléia Plácido, o Núcleo Menos 1 InvisÃvel circula por quatro espaços culturais da cidade e também com exposição virtual.
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