Janeiro 22, 2026
Depois de estrear em Nova York, no histórico La MaMa Experimental Theatre Club, e circular por importantes festivais internacionais na Europa, América Latina, África e Ásia, o espetáculo UM GRITO NO ESCURO chega a São Paulo para uma temporada gratuita no Centro Cultural Olido, de 11 a 20 de fevereiro, quarta a sexta-feira, às 19h. A temporada integra as comemorações dos 25 anos da Companhia Nova de Teatro e conta com patrocínio do Grupo Bauminas, por meio do ProAC ICMS.
Antes de desembarcar na capital paulista, o espetáculo ainda percorre uma intensa agenda internacional com apresentações na França, no Quai de Scène em Estrasburgo (22 e 23 de janeiro), Bulgária, no Top Centrala em Sofia (27 de janeiro) e Índia, no ITFOK na cidade de Kerala (31 de janeiro e 1º de fevereiro), reafirmando a potência universal de uma obra que dialoga com questões urgentes do nosso tempo.
Criado a partir de arquivos, cartas e depoimentos de mulheres presas políticas, em diálogo com processos de recriação ficcional, o solo interpretado por Carina Casuscelli investiga os mecanismos de opressão, a violência de Estado e as práticas de silenciamento durante a ditadura militar brasileira (1964–1985). UM GRITO NO ESCURO lança um olhar feminino sobre os traumas desse período histórico e suas reverberações no presente, propondo uma reflexão que ultrapassa fronteiras geográficas.
“Revisitar esse período não é apenas olhar para o passado, mas entender como mecanismos de repressão e censura reaparecem, de diferentes formas, no mundo atual. A peça nasce do desejo de transformar memória em presença e impedir que essas vozes sejam esquecidas”, explica Lenerson Polonini. Já a atriz Carina Casuscelli pontua que a montagem é um trabalho intenso e necessário. “Falar sobre esse período é também reafirmar o direito à memória e à liberdade de expressão”, diz ela.
Com recortes fictícios, distópicos e documentais, a dramaturgia constrói um panorama sensível e crítico dos acontecimentos que marcaram o país e ainda assombram o imaginário coletivo. “Em um momento em que discursos autoritários voltam a ganhar espaço, é fundamental que a arte provoque pensamento e reafirme a importância da democracia e dos direitos humanos”, completa o diretor.
25 anos nos palcos
UM GRITO NO ESCURO articula teatro físico, projeções em vídeo – criadas por Téo Ponciano – e trilha sonora original (assinada por Wilson Sukorski), construindo uma experiência sensorial que materializa memória, opressão e resistência. Para Polonini, essa linguagem híbrida dialoga diretamente com a temática da obra: “A memória não é linear, ela é fragmentada. O teatro físico evidencia as marcas deixadas no corpo; as projeções funcionam como camadas de arquivo e lembrança, imagens que surgem, desaparecem e insistem em retornar. Já a trilha sonora cria um ambiente emocional de silêncio, pressão e ruído. Esses elementos não ilustram a história, eles a tensionam”, destaca ele.
Apresentar o espetáculo em São Paulo tem um significado especial para a companhia, já que a cidade é onde a Companhia Nova de Teatro nasceu e construiu uma trajetória contínua de pesquisa e criação. “Depois de percorrer diferentes países com UM GRITO NO ESCURO, retornar para uma temporada aqui, no ano em que celebramos 25 anos de atividades ininterruptas, é compartilhar esse percurso com o público. É uma celebração da resistência, da continuidade e do nosso compromisso com um teatro conectado às questões do nosso tempo”, conta Polonini.
Além de UM GRITO NO ESCURO, as comemorações de 25 anos da Companhia incluem a apresentação de uma mostra de repertório, uma nova versão de A Voz Humana, de Jean Cocteau, novamente protagonizada por Carina Casuscelli, com estreia prevista para o segundo semestre no La MaMa ETC, em Nova York e a encenação de um autor clássico russo.
Sobre a Companhia Nova de Teatro
Fundada em 2001 por Lenerson Polonini e Carina Casuscelli, a Companhia Nova de Teatro desenvolve uma pesquisa continuada em teatro experimental, com ênfase em visualidade, hibridismo e criação multimídia. De caráter colaborativo, o grupo articula arte, tecnologia e temas contemporâneos, construindo uma trajetória marcada por forte intercâmbio internacional e presença em festivais e instituições da Europa, Ásia, África e Américas. Entre seus principais trabalhos estão Caminos Invisibles…La Partida – vencedor do Prêmio Internazionale Teatro dell’Inclusione Teresa Pomodoro (2012) –, Krísis, 2xForeman, a Trilogia Foreman, Barulho D’Água, A Cripta de Poe, Apátridas e Um Grito no Escuro, estreado no La MaMa Experimental Theatre, em Nova York. Ao completar 25 anos de atividades ininterruptas em 2026, a companhia inicia uma nova etapa de circulação internacional, reafirmando sua atuação contínua no circuito teatral global.
Site – cianovadeteatro.com | Instagram e Facebook – @cianovadeteatro.
Serviço
UM GRITO NO ESCURO
Com a Companhia Nova de Teatro
De 11 a 20 de fevereiro, quarta a sexta-feira, 19h (sessão do dia 20 de fevereiro acessível em Libras).
Centro Cultural Olido – Sala Paissandu – Av. São João, 473 – Centro, São Paulo.
50 minutos | +18 anos | Gratuito (uma parte dos ingressos é disponibilizada via Sympla e outra parte é distribuída uma hora antes de cada apresentação).
Sinopse: UM GRITO NO ESCURO é um espetáculo multimídia que investiga os mecanismos de opressão e censura durante a ditadura militar brasileira (1964–1985). Ao combinar materiais de arquivo com recriação ficcional, a obra constrói uma paisagem fragmentada de memória, silêncio e resistência. Por meio de uma linguagem cênica híbrida, que integra teatro físico, projeções de vídeo, paisagens sonoras e luz, o trabalho transforma documentos e depoimentos reais em uma experiência sensorial, na qual a história não é apenas documentada, mas recriada poeticamente.
Ficha técnica: Direção e dramaturgia – Lenerson Polonini. Atriz: Carina Casuscelli. Trilha Sonora – Wilson Sukorski. Vídeos – Teo Ponciano. Figurinos – Carina Casuscelli. Iluminação – Lenerson Polonini. Espaço Cênico – Lenerson Polonini e Carina Casuscelli. Técnico de Áudio – Felipe Moraes. Técnica de Iluminação – Verônica Castro. Assistente de Palco – César Chui Quenta. Formador de Público – Lenilson de Souza Thomaz. Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta. Produção – Companhia Nova de Teatro em associação com o La MaMa Experimental Theatre Club.
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