Março 27, 2025
Mulher Sem Fim é um espetáculo multiartístico e multilíngue, criado e dançado por Andréia Nhur, em criação colaborativa com Paola Bertolini e os grupos sorocabanos Pró-Posição Dança e Katharsis Teatro. No solo, figuras históricas de mulheres são representadas por gestos, cantos e textos da artista. Entre outras referências, são levados à cena fragmentos de Emma Bovary, Lady Macbeth, Carmen Miranda e Dadá, a cangaceira. Constituído por pequenos quadros narrativos, a obra propõe uma reflexão sobre a construção cultural da mulher no aspecto social, afetivo e subjetivo. As apresentações desta temporada são gratuitas e acontecem de 17 a 20 de abril (quinta a sábado, 20h; e domingo, 19h), no Centro Cultural São Paulo.

O trabalho anuncia relações corpóreas e sonoras sobre construção do feminino, opressão, liberdade, loucura, devaneio, poder, resistência e infinitude, por meio de uma proposta estética que mistura dança contemporânea, teatro, música e performance. A estrutura cênica se ancora na fisicalidade e na vocalidade, trazendo questões femininas e feministas em movimento intermitente.
Tangenciando as narrativas críticas da opressão e fracasso do corpo feminino diante do patriarcado, o solo abre frestas para uma outra abordagem: não se trata de uma peça-denúncia, mas de uma peça-dança-multilíngue enunciada por um corpo que constrói e destitui exaustivamente sua cisgeneridade para dar vasão a leituras e reflexões abertas sobre a condição feminina.
A peça propõe um corpo constantemente trespassado por ecos de mulheres presentes nas memórias de diversas culturas, traçando uma dramaturgia de transformação corpórea. Em constante transformação, a artista desenha e apaga sua própria condição de gênero, por meio de citações de outras mulheres.
"São várias narrativas que se encerram e chegam nas outras", sintetiza Andréia, reforçando no entanto que o que conduz "Mulher Sem Fim" é a narrativa de mulheres vivendo nos limites do que suas culturas oferecem. Como definiu o crítico boliviano Mijail Zapata, "corpo e feminismo são os dois materiais que formam o canto de 'Mulher Sem Fim'".
Serviço
Mulher Sem Fim
Temporada: 17 a 20 de abril de 2025, quinta a sábado, 20h; e domingo, 19h
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - Liberdade, São Paulo - SP, 01504-000)
Duração: 45 minutos
Classificação: Livre
Ingressos: Grátis (Chegar com 2h de antecedência e retirar na bilheteria do CCSP)
Sobre Andréia Nhur
Multiartista e professora no Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP. Tem graduação em Dança pela UNICAMP e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com estágio doutoral no Departamento de Dança da Universidade de Paris 8 (França). Já se apresentou em festivais internacionais de dança, teatro e performance em Portugal, Bélgica, Argentina, Bolívia e Brasil, em solos e colaborações. Em suas últimas criações, está interessada nas relações entre movimento e voz como criadores de desenhos sonorocoreográficos.
Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios, entre os quais: Prêmios de Melhor Atriz no FITUB 2007 e 2013; Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela pesquisa em dança em 2013; Indicação ao Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor atriz em 2015; Prêmio de Melhor Atriz no FESTE 2013; Prêmio Denilto Gomes 2017 (Cooperativa Paulista de Dança) de melhor intérprete de dança; Indicação ao Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor espetáculo de dança em 2017. No cinema, protagonizou o curta-metragem "A sombra da terra" (premiado em mais de 80 festivais internacionais), ao lado de Paulo Betti, além de roteirizar, dirigir e atuar no curta "O cisne, minha mãe e eu"(exibido em mais de 6 países e premiado no Hollywood Indie Film Festival, Los Angeles Short Film Awards e Música em Foco, entre outros).
Em 2020- 2021, foi professora visitante da Ghent University (Bélgica), com bolsa CAPES e desenvolveu pesquisa junto ao Departamento de Musicologia da UGent. Em 2023 e 2024, integrou o elenco do espetáculo Mutações (Prêmio Shell 2024), ao lado de Luís Melo, sob direção de André Guerreiro Lopes.
Ficha Técnica
Texto, Criação e Performance: Andréia Nhur
Colaboradores: Janice Vieira, Paola Bertolini e Roberto Gill Camargo
Iluminação: Roberto Gill Camargo
Produção e Fotos: Paola Bertolini
Assistente de produção: Fernando Vitor
Operação de luz: Felipe Fly Hirano
Fonte: Assessoria de Imprensa - Pevi 56
Na noite da Virada Cultural, CCBB SP apresenta clássicos do samba e pagode em show gratuito do grupo PAGÔ SP.
Projeto de Hasani Bantu, Rodrigo Nascimento e Marcelo Nascimento, o grupo PAGÔ traz a pegada percussiva e harmônica do samba raiz, com canções nostálgicas que falam de amor, amizade e vida cotidiana, inspiradas na exposição Atlântico Sertão, em cartaz no CCBB SP.
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Comédia trágica El Brasil Destituído questiona colonização do país e estreia no CCSP.
Com direção de Fernanda Raquel, espetáculo subverte comédia barroca de Félix Lope de Vega y Carpio, escrita no século 17, para questionar os violentos processos coloniais que constituíram o Brasil.
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12º Round: A História de Emile Griffith homenageia um dos maiores boxeadores da história em nova temporada no TUSP.
Com a dramaturgia de Sérgio Roveri e direção de Bruno Lourenço, espetáculo conta a história desse lutador que enfrentou o preconceito ao assumir sua bissexualidade e evidencia como o racismo e a homofobia sempre estiveram presentes no meio esportivo.
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Novas edições do projeto Sonora Brasiliana do Itaú Cultural apresentam Allan Abbadia e Camila Silva.
Ele toca trombone e executa repertório autoral inspirado na diáspora africana. Ela dedica a sua apresentação a compositoras e instrumentistas de diferentes gerações do chorinho brasileiro. Cada show tem como cenário o Espaço Olavo Setubal, que abriga a exposição permanente Brasiliana Itaú com livros, pinturas, gravuras e documentos que percorrem a história do Brasil.
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Nesta semana, Mundo do Circo SP recebe Circo Moscou, Mini Circo Vai Vai Criança Feliz, Conforto & Cia e Cia Imediata de Teatro & Chungo Malungo.
A programação é gratuita.
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Itaú Cultural recebe Osmar Prado e Maurício Machado em curta temporada da peça O Veneno do Teatro.
Versão brasileira para a obra do premiado dramaturgo espanhol Rodolf Sirera, já encenada em 62 países, a montagem leva à cena uma história de suspense na qual um excêntrico marquês convida um ator ambicioso e renomado a interpretar uma peça de sua autoria. A trama, no entanto, vira um jogo psicológico de dominação do marquês sobre o ator.
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