por Rogerio
Setembro, 2002
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O Brasil não vive só de futebol

O Brasil não é bom somente em futebol. Apesar de ter a única seleção de futebol pentacampeã do mundo, o país também se sai bem em outras modalidades esportivas.

Daniele Hypolito é um exemplo de talento campeãoHá grandes atletas em ginástica olímpica, handebol, boliche, artes marciais etc. No VII Torneio Sul-americano, disputado no Brasil recentemente, os atletas brasileiros conquistaram 146 medalhas de ouro, 94 de prata e 89 de bronze, totalizando 329 medalhas, um novo recorde para o torneio. Em segundo lugar ficou a Venezuela, seguida da Argentina. Um ponto negativo: a atleta Eliane Pereira, vencedora da prova de 1.500 metros rasos (atletismo), não passou no exame andidoping, ficando assim fora da competição. 

Com pouca valorização dos esportes, o Brasil perde grandes oportunidades. A ginástica olímpica, por exemplo, só começou a ser valorizada depois das grandes vitórias internacionais da ginasta Daniele Hypolito (foto à direita), que fez bonito durante o torneio ao conquistar cinco ouros, inclusive na sua especialidade, o solo. 

Se houvesse um maior investimento nos esportes o país seria muitas vezes campeão. Recentemente, o vôlei brasileiro ficou em segundo lugar na Liga Mundial, perdendo de 3 sets a 1 para a Rússia, perdendo a oportunidade de ser tricampeão. O basquete também já foi um esporte de grande expressão na época em que Hortência e Paula jogavam. Ambas fora consideradas as melhores do mundo quando jogaram. A modalidade, porém, tem enfrentado fases difíceis, com poucos patrocínios, que só melhoraram com o destaque que vem obtendo a atleta brasileira Janeth, que joga na famosa WNBA, a associação de basquete feminino americano. 

Por isso, o problema do nosso esporte não é falta de talento. Se os investimentos forem maiores, o Brasil poderia evoluir. A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Panamericanos de 2007 pode ser a chance de o Brasil comprovar essa teoria.