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O lucro que vem do lixo
Hoje em dia são várias as pessoas que pegam latinhas encontradas nas ruas e nos lixos. Ou são para seu sustento ou para aumentar a renda em casa. Muitos catadores não pegam latinhas todos os dias, apenas pegam em festas, em alguns pontos da rua, ou quando vêem alguma no chão. A vida deles é muito dura.
"Somos tratados como mendigos", afirma Edite Augusta do Nascimento, que pega latinhas quando pode.
Edite é uma mineira de Mariana que veio cedo para São Paulo. Era uma empregada doméstica, mas como a família para a qual trabalhava se mudou ela teve que sair do emprego. Aos 57 anos, tem problemas de saúde que a impedem de fazer esforço.
"Algumas pessoas dizem que sou chata, pois vivo pedindo
latinhas", afirma. Edite tem dois filhos que estudam Medicina e trabalham em dois empregos, fazem muito esforço para pagar as mensalidades.
"Pego de 60 a 70 latinhas para conseguir, dependendo do lugar,
R$1,00", disse Edite.
Ganhando em média R$ 50,00 por mês ela ajuda bastante na renda em casa. Edite, mesmo com seus problemas de saúde, ainda faz o serviço de casa.
"Se eu não fizer o serviço de casa, quem vai fazer?", pergunta. Morando na periferia de São Paulo sua vida é mais difícil por não ter os mesmos recursos de um bairro de classe média.
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