Anthrax é uma palavra que vem do grego e
significa carvão. No Brasil, mais especificamente no
interior, é chamado de carbúnculo e, freqüentemente, dá em
rebanhos. A palavra antraz é usada em alguns dicionários
para definir a mesma doença e também é a forma
aportuguesada de anthrax.
Este pertence ao grupo das armas
biológicas, considerado de alta precisão (eficiente) mas de
baixa dispersão (espalha lentamente). A célula de
reprodução do antraz é o esporo que, em sua forma mais
letal, se aloja no pulmão, onde encontra umidade, calor e
nutrientes necessários para a reprodução.
Ele é capaz de se formar como parasita,
multiplicando-se rapidamente e espalhando toxinas. A pessoa
contaminada tem apenas algumas horas para ingerir
antibióticos, mas não há certeza de que quem foi vacinado
pode resistir a um ataque pulmonar. A pessoa infectada
apresenta sintomas como os das gripe no início: febre, tosse,
mal-estar e coriza.
Até onde se sabe, são três as formas de
contaminação: cutânea (pele), ingerida ou aspirada. Em sua
forma mais perigosa, a vítima antes de morrer expele parte
dos órgãos internos. O antraz chegou rapidamente, mesmo não
sendo rápido para se espalhar, às redações de jornais, ao
Congresso dos E.U.A, tendo sido encontrado até mesmo na
África e na Argentina.
A principal característica do antraz é o
medo que têm causado nas pessoas, pois são necessários 8
mil esporos para que uma pessoa tenha infecção pulmonar. Por
causa disso, aviões foram retidos, prédios foram evacuados,
policiais estão a postos e várias pessoas já foram
medicadas.
Em 1980, o Iraque comprou legalmente dos
Estados Unidos bactérias do antraz, onde a bactéria foi
criada nos anos 60, e agora o Iraque está na mira dos
americanos. Japão, China e Inglaterra já fizeram
experiências com a bactéria, que causou um desastre
ambiental na ilha escocesa de Gruinard, nos anos 40,
controlado apenas na década de 90.
Para se produzir antraz, não requer muita
tecnologia, mas é preciso muito cuidado e segurança para
manejar o material. Aí sim, faz-se necessária uma alta
tecnologia. O antraz é considerado de baixa eficácia para
uma guerra, porque não é contagioso, porém o que mais
assusta é a sua durabilidade, que pode chegar a oito décadas
ou mais, procurando um hospedeiro.
De acordo com os dados da Organização
Mundial de Saúde (OMS), cinco toneladas de antraz atiradas de
um avião, teriam o efeito de três bombas atômicas sem
causar dano algum a um prédio. Muitos pesquisadores acreditam
que o anthrax seja o responsável pela quinta e a sexta pragas
do Egito, a peste nos animais e a úlcera, como está escrito
na Bíblia.
Quando o antraz é contraído pela pele, um
simples banho pode fazer o indivíduo livrar-se do risco de
contaminação, mas quando se descobre isso, já é tarde
demais para evitar o contágio. Existem vacinas contra o
antraz que apenas o governo norte-americano tem, mas são
poucas.
O estoque é usado apenas em soldados e
policiais, mas essa vacina não funciona com a infecção
pulmonar, além do que, como todas as vacinas, pode causar
reações como náuseas, vômitos, diarréia, febre e feridas
na pele.
Uma grande arma de defesa contra a
bastéria é fabricada pela empresa alemã Bayer. O Cipro, uma
droga que impede a infecção pulmonar, acaba com a
reprodução das bactérias do antraz e bloqueia uma enzima
chamada girase e o DNA não se multiplica. A única e maior
dificuldade é que a droga deve chegar ao organismo no momento
em que estiver começando a reprodução.