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Liberdade: uso dos direitos do
homem livre. Será?
Todos sabemos e conhecemos
muito bem o caso dos atentados terroristas nos Estados Unidos,
pois foi um acontecimento que abalou a estrutura do mundo todo
e se tornou um fato histórico de conseqüências importantes,
inclusive para o Brasil, que ficou em estado de alerta com
medo do que poderia acontecer com sua economia.
Hoje presenciamos uma guerra em
tempo real, que talvez não seja tão legitima quando George
W. Bush alega ser, porém muitas pessoas morrem e morreram por
causa dela.
O governo norte-americano
preocupa-se tanto com seu poder e sua nação que começa a
reprimir o tão importante “modo de vida americano”, que
garante a liberdade expressão ou mesmo o direito de ir e vir.
Isso choca principalmente num país em que há muito tempo
não se ouvia falar de censura.
É isso mesmo que você acabou
de ler: censura ,aquela horrorosa palavrinha de sete letras
que representou um período de terror e repressão aqui no
Brasil e não nos traz nenhuma boa lembrança. Mas não se
engane, pois nenhuma pessoa está sendo morta ou sumindo de
uma hora para outra a mando do governo nos Estados Unidos. Mas
é estranho ver o governo dando avisos para a CNN
(maior rede de notícias televisivas do mundo) tomar cuidado
com o que se noticia sobre Osama Bin Laden.
Na verdade, a grande
preocupação do governo seria a transmissão de alguma
mensagem ou código para os terroristas, o que segundo o
jornalista Celso Lungaretti “seria uma alegação infantil,
porque com o avanço tecnológico dos meios de comunicação
isso não seria necessário”. Um fundamentalista ou um
terrorista capaz de morrer pela religião não iria transmitir
uma mensagem pela televisão, usando a CNN como o seu pombo
correio, correndo o risco da mensagem se perder quando poderia
usar meios como a Internet.
Em situações de guerra
existem mesmo certas restrições quanto aos conteúdos
apresentados, pois com eles as pessoas podem entrar em pânico
dependendo de sua gravidade ou os inimigos podem até obter
informações sigilosas. Celso define esta situação como “uma
pressão feita pelo governo sobre os veículos de
comunicação, mas que deixa a critério das próprias
emissoras de não mostrar cenas muito fortes”.
Além disso, a CNN passa por
grandes dificuldades para poder divulgar as matérias e
coberturas da guerra, talvez porque a pressão do governo seja
forte demais. Isso gera dificuldade na divulgação da
informação, principalmente neste caso, pois sendo a CNN que
controla a maior parte das informações acabamos no fim sem
saber a verdade, que fica manipulada somente por uma fonte.
Porém, hoje em dia, essa manipulação se torna muito
difícil. “Acabamos sabendo a verdade, de uma forma ou de
outra”, comenta Celso.
É totalmente diferente essa
auto-censura da imprensa norte-americana, a CNN em especial,
da censura brasileira da época do regime militar. No caso
brasileiro, a população civil foi privada dos direitos,
perdendo do direito de liberdade de expressão e de opinião.
Como comenta Celso, cabe a nós
distinguir o que é bom do que é ruim - só assim
conseguiremos melhorar o mundo e as pessoas que vivem nele sem
precisar passar por cima de um direito que é de todos: ser
livre.
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