por André Azevedo Marques
Novembro, 2001
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O cinema e os ataques terroristas 

Nos Estados Unidos, o público irá demorar para voltar a assistir os filmes de ação, guerra e luta, porque, após os atentados terroristas que abalaram o mundo, isso tardará a voltar ao normal. No Brasil, a comoção foi menor e o comportamento do público não mudou tanto.

Já os atores brasileiros ficaram mesmo abalados: "Isso é pelo sofrimento do povo americano", disse o assessor de imprensa da Warner Bros., Vinícius Gonçalves.

As produções que mostram o World Trade Center devem continuar passando na televisão e nos cinemas, pelo menos esta é a opinião de Gonçalves. “É uma questão de respeito à História. Se não passarem cenas do WTC, no futuro ninguém ficará sabendo o que representavam as torres”, comentou.

De muitos filmes foram retiradas cenas em que aparecia o World Trace Center - e muitas estréias acabaram sendo adiadas. Os americanos ainda precisam esquecer as cenas reais que presenciaram em setembro.

Exemplos disso são o filme Efeito Colateral, que só vai sair em março; Windtalkers era para sair em dezembro mas só sairá em setembro de 2002; e Ice Age, previsto para dezembro, ficou para março do próximo ano.

Quem está se dando bem com isso são as locadoras americanas. Elas estão ganhando mais dinheiro porque o povo está preferindo alugar filmes do que ir ao cinema. Um exemplo é o filme Glitter, que ainda tinha como atração a estréia da cantora Mariah Carey nos cinemas, mas ficou apenas em 11o lugar nas bilheterias do fim de semana de estréia. Uma decepção.