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O
cinema e os ataques terroristas
Nos Estados
Unidos, o público irá demorar para voltar a assistir os
filmes de ação, guerra e luta, porque, após os atentados
terroristas que abalaram o mundo, isso tardará a voltar ao
normal. No Brasil, a comoção foi menor e o comportamento do
público não mudou tanto.
Já os atores
brasileiros ficaram mesmo abalados: "Isso é pelo
sofrimento do povo americano", disse o assessor de
imprensa da Warner Bros., Vinícius Gonçalves.
As produções
que mostram o World Trade Center devem continuar passando na
televisão e nos cinemas, pelo menos esta é a opinião de
Gonçalves. “É uma questão de respeito à História. Se
não passarem cenas do WTC, no futuro ninguém ficará sabendo
o que representavam as torres”, comentou.
De muitos
filmes foram retiradas cenas em que aparecia o World Trace
Center - e muitas estréias acabaram sendo adiadas. Os
americanos ainda precisam esquecer as cenas reais que
presenciaram em setembro.
Exemplos disso
são o filme Efeito Colateral, que só vai sair em
março; Windtalkers era para sair em dezembro mas só
sairá em setembro de 2002; e Ice Age, previsto para
dezembro, ficou para março do próximo ano.
Quem está se
dando bem com isso são as locadoras americanas. Elas estão
ganhando mais dinheiro porque o povo está preferindo alugar
filmes do que ir ao cinema. Um exemplo é o filme Glitter,
que ainda tinha como atração a estréia da cantora Mariah
Carey nos cinemas, mas ficou apenas em 11o lugar
nas bilheterias do fim de semana de estréia. Uma decepção. |