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Metrô apresenta novo projeto para construção da estação Adolfo Pinheiro da Linha 5 do Metrô
Julho 22, 2008

Sérgio Avelleda, diretor de Assuntos Corporativos do Metrô, apresentou hoje pela manhã, no Teatro Paulo Eiró, um novo projeto para a construção da estação Adolfo Pinheiro da Linha 5 do Metrô.

O projeto original foi modificado devido à pressão dos lojistas da Galeria Borba Gato, que inconformados com a desapropriação e demolição do prédio que ocupa a galeria, previstas para abrigar tanto a futura estação quanto o canteiro de obras, procuraram apoio do Partido dos Trabalhadores, e com ajuda de deputados do partido promoveram passeatas e manifestações para demonstrar seu desagrado com o projeto.

Pelo nova projeto, apresentado por Avelleda, parte do canteiro que abrigará a logística do Shield (conhecido popularmente como "tatuzão"), que escavará o túnel em direção a Campo Belo, será transferido para uma área anexa à Escola Estadual. Com esta mudança, que Avelleda afirmou ter "implicações suportáveis" para a Companhia do Metrô, não haverá mais necessidade de desapropriar e demolir o prédio que abriga a Galeria, com exceção de quatro lojas frontais (duas no térreo, e duas no pavimento superior), que serão as únicas a ser desapropriadas.

Durante as obras, e como parte da Galeria terá de ser fechada devido às obras, o Metrô alugará o prédio que hoje é ocupado por uma agência do Banco Nossa Caixa, anexo à Galeria. O espaço será reformado para acomodar, com características similares às atuais, parte das 96 lojas que hoje funcionam na galeria, que serão temporariamente transferidas às novas instalações, "sem nenhum custo para os lojistas", segundo Avelleda. Também será construída uma conexão interna entre esse prédio e a Galeria, "de forma que o visitante circule pelos dois espaços da Galeria sem dela sair".

Finda as obras, o Metrô reconstruirá parte do espaço da Galeria, "respeitando integralmente a arquitetura, o acabamento e o modelo atual da Galeria", e os lojistas abrigados provisoriamente no prédio anexo retornarão a sua instalações originais, ficando "em uma situação idêntica à de hoje". Além de um novo passeio de aproximadamente cinco metros, "que certamente se transformará em um bulevar", os lojistas ganharão "a 20 ou 30 metros da entrada da galeria o acesso à Estação Adolfo Pinheiro".

Quanto aos quatro lojistas que deverão abandonar definitivamente suas instalações, Avelleda sugeriu que poderiam ser alocados nas lojas que hoje já estão vazias na Galeria. Os proprietários receberão a indenização que será fixada pelo perito designado pelo Juiz pelo valor do mercado.

Segundo Avelleda, esta alternativa assegura o atendimento à demanda, "que é uma missão, um dever legal, jurídico e institucional da Companhia do Metropolitano", e ao mesmo tempo respeita "a história, a tradição e os valores de uma determinada região", que é um outro dever do poder público.

Questionado quanto ao custo desta alternativa, Avelleda disse não ter detalhes sobre o custo do novo projeto, mas que "do ponto de vista dos imóveis esta alternativa é mais barata". O custo da logística da obra, entretanto, será maior, mas o Metrô ainda não tem números precisos. "Nossa expectativa é que os custos sejam similares", afirmou Avelleda.

Quanto às desapropriações que inevitavelmente ocorrerão, Avelleda afirmou: "Não há a menor possibilidade de fazer Metrô em São Paulo sem desapropriar", já que a construção de uma estação do Metrô "exige uma área significativa".

Leia também: Metrô apresenta projeto da Linha 5 (Lilás), que conectará o Largo Treze de Maio à Chácara Klabin
Junho 29, 2008

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