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Uma leitora questiona: "compramos um imóvel na planta no bairro Campo Belo, zona Sul, na rua Estevão Baião, a construtora nos garantiu que uma favela na mesma rua seria removida pelo projeto de urbanização Aguas Espraiadas, e de todas as melhoria entorno do bairro para breve. Para minha surpresa, constatamos que na rua do imóvel será contruído em breve um CDHU com 8 torres e que a favela já existente permanecerá. Então eu fico aqui pensando como é que os nossos governantes atuais instalam famílias que deveriam ser remanejadas ao meu ver em terrenos na periferia, mas ao contrário são estas famílias instaladas em bairro nobres com um metro quadrado de 6.000,00 e um IPTU astronômico. Soube que o imóvel que ainda nem nos foi entregue teve uma real desvalorização. Qual interesse de manter e trazer mais famílias carente para um bairro deste nível? Para nós fica a indignação, e este questionamento. Porque isso acontece? Porque estas familías não são removidas para bairros periféricos? Alguém poderia me responder?"

Resposta:
A favela continuará lá, repaginada, devido ao brilhante trabalho da Defensoria Pública do Estado que através do defensor público Carlos Henrique Loureiro entrou com ação civil pública contra a Prefeitura e obteve, em 2008, a suspensão da demolição das construções. Posteriormente, a Prefeitura assinou acordo com a Defensoria propondo projeto de urbanização pelo qual serão construídos 3 prédios de 8 andares, totalizando 247 unidades habitacionais, espaço de lazer e uma creche.  Inicialmente, a Prefeitura ofereceu aos moradores do local um cheque-despejo no valor de 5 a 8 mil reais ou moradia no conjunto habitacional da CDHU no Campo Limpo - a 18 km da favela. Cerca de 500 famílias aceitaram uma das alternativas propostas pela Prefeitura mas 300 famílias permaneceram reivindicando moradia digna no mesmo local. Segundo o site da Defensoria, o líder comunitário Gerôncio Henrique Neto, que mora na favela há mais de 40 anos, afirmou que quer morar no mesmo local “porque a lei me garante”. Na ação da Defensoria foi planteado que “por ser uma ZEIS e estar em área da Operação Urbana Água Espraiada, é obrigação do Município construir moradias populares na região para atender todos os moradores do Jardim Edite com recursos dos CEPACs [Certificados de Potencial Adicional Construtivo], não podendo conceder “cheque-despejo” ou qualquer outra alternativa habitacional que não a estabelecida em lei”.

Comentários

Em 21 de Dezembro de 2011 Kleber Leonard comentou: Ora. Não entendo a indignação, pois desde de quando passou a ser garantido nesse pais o direito de morar em região mais próximas ao centro e ditas "nobres" a apenas alguns?. Acredito que a leitora deveria procurar uma ilha para habitar. Se exite uma favela, sim ela deveria ser removida, mas as pessoas deveria ter o direito de escolha para onde serão removidas. Se é indignação ou até mesmo insulto que pessoas mais carentes convivam no mesmo bairro que a leitora daria a dica de procurar não outra cidade mais sim outro pais, pois pessoas com essa mentalidade, se dariam muito bem na Alemanha, Austria, Itália, Japão e etc.


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