Elmo Francfort Ankerkrone nasceu em São Paulo (SP) no dia 15 de abril de 1982. Nascido de uma família de pioneiros e profissionais de diversos ramos da comunicação no país, teve contato com o meio desde cedo. Com o avô, Julio Correia Francfort - membro-fundador da primeira diretoria da Associação Paulista de Imprensa - conviveu pouco, apenas 5 anos. Mas aprendeu bastante em vida e até após, a partir dos inscritos e textos deixados pelo mesmo, como também ao cuidar da árvore genealógica feita pelo mesmo. Foi assim que aprendeu a gostar de história. Única matéria que facilmente tirava de letra no Ensino Fundamental e Médio.
Aos 7 anos já aprendia bem o sentido dos créditos na TV. Assistia à Rede Manchete para ver o nome do irmão ir subindo na tela, quando não era o nome de outro familiar ou amigo da família. Acompanhado dos irmãos, pequeno já visitava os prédios das TVs e estúdios de produtoras.
No final da década de 80, nos fundos de casa, seus irmãos e colegas montaram um pequeno estúdio para fornecer produtos de áudio e vídeo para terceiros - o
Visualvox. Começaram a criar aos poucos uma pequena produtora ligada a um grupo de teatro do qual os irmãos fizeram parte. Nessa época já aprendia a lidar Além dos irmãos e os colegas, a mãe e os tios resolveram partir para um negócio próprio, criando em 1993 o Centro Nacional de Comunicações, sob a marca fantasia CNC Brasil.
Nos primeira metade da década de 90, a CNC acabou sendo contratada para numa co-parceira coordenar a programação da TV Litoral, emissora pioneira da Baixada Santista. A melhor fase da emissora foi nesta época. Programas jovens, transmissões completas dos carnavais da Baixada, jornalismo bem elaborado, programas femininos e debates sobre a cidade, melhoria de qualidade na programação visual da TV. Nessa época, nas horas vagas Elmo aprendeu muita coisa. Funcionamento de aparelhos, cenografia, roteiro e ficou mais mergulhado no meio.
Com 12 anos foi responsável pela cenografia do vídeo "O Dentista" do Festival do Minuto.
No já ultrapassado computador 386, fuçava desde o PaintBrush até o Animator e a versão antiga ("azulada") do 3D
Studio. Conheceu muitos tipos de câmeras... As de estúdio - grandes e com "carcaças" e teleprompter na frente, até pequenas...
Betacam, Super-VHS... Viu gente fazer até "milagres" no 3D, que demoravam muitas horas para
renderizar.
Com a TV Convenção de Itu (SP), a TV Litoral iria criar a Rede São Paulo de Televisão, que na época, por causa das leis de TV educativa não se mostrava rentável e acabou sendo adiada, ainda mais na época onde a TVE/Rede Brasil do Rio de Janeiro passava por grandes mudanças.
Saindo da TV Litoral, foi criada uma nova produtora com profissionais da TV e operaram a sucursal da TV Gazeta - Baixada Santista. Aprendeu mais ainda sobre TV, agora voltada para jornalismo.
Nessa mesma época, através do Centro Nacional de Comunicações, ele colaborava com o tio, se aventurando no computador à fazer catálogos e desenhos para parques de diversão projetados pelo primeiro. O tio, Luiz Francfort, além de pioneiro da televisão no país não deixava de lado a facilidade de criação de parques e ambientes. Aprendeu com o mesmo a desenhar e a sombrear, aplicar "luz" no papel. Além de ajudar na confecção do catáloga, colaborava com o tio na criação de atrações que envolvessem história e geografia, que tanto gostava, pesquisando e esboçando para o tio fazer a arte-final que iria para o catálogo.
No colégio, através do grêmio estudantil, criou o Jornal "O Foco" e reativou o grêmio, sendo presidente duas vezes. Na época, 1997, foi "pioneiro" no meio estudantil ao lançar um site completo do grêmio e do colégio, como também uma versão digital do Jornal "O Foco". E o que despertava a curiosidade de todos é como o grêmio tinha conseguido fundos para fazer a página e o e-mail com o nome da instituição - na época quase não se falava de página e e-mail grátis. Usou um longo endereço do Geocities e um e-mail do recém-lançado
Zipmail. O grêmio foi parabenizado até pelas universidades da região do Itaim Bibi e Vila Olímpia. E já nesse mesmo ano concorreu ao
Ibest.
Em 1999 - ao lado do irmão, simultaneamente ajudando no que podia na empresa - começaram a criar uma revista eletrônica, dando continuidade ao que Arthur fez como colunista no site Television Domain - a primeira revista de TV brasileira na Internet, conforme Guia da Folha - e nasceu a Revista TV Já, que depois tornou-se a Revista
Telecentro.
Nesse mesmo ano, colabora assiduamente para o programa "O Pulo do Gato" da Rádio Bandeirantes, através de cartas comentando matérias e até complementado, mas sem vínculos com a mesma. Sendo que numa das cartas, sobre a origem da cidade de Serra Negra, o apresentador José Paulo de Andrade se refere ao mesmo: " Sabe quem mandou esta carta? Novamente o Elmo. Sabe quantos anos tem este senhor que manda para o programa essas informações históricas? 80 anos? Não...Apenas 18!..."
Sempre apaixonado por história, Elmo começou a desenvolver o site Canal 1 - Memorial da Televisão Brasileira, o primeiro site de história da TV em estilo de museu e que colocou conteúdos inéditos no ar, como histórias da TV Excelsior, TV Continental, da TV Gazeta, entre outras, que foram criadas primeiramente como matérias da
Telecentro. Aos poucos o Canal 1 foi se tornando o carro-chefe e aos poucos foi engolindo a revista para se auto-alimentar, segmentado 100% em história da TV. Montando uma equipe ampla continuou a coordená-lo, tendo sua inauguração oficial no dia 18 de setembro de 2000 - no 50º aniversário da televisão brasileira.
Em 2000 ingressou na faculdade de Comunicação Social da Universidade Anhembi Morumbi para aliar mais teoria a prática que já conhecia das comunicações, até para aperfeiçoá-la, já que sempre há o que se aprender de novo.
Em 19 de janeiro de 2001 ingressou na equipe de colunista do Sampa On Line, para escrever sua coluna "Televisão". Em maio, faz um curso de roteiro para TV com autores de novelas da Rede Globo. Pela faculdade adquire no final do ano um segundo curso profissionalizante em roteiro, agora como Roteirista Junior.
No mesmo ano, os idealizadores retomam o antigo projeto da Rede São Paulo de Televisão, já que foram mudadas as leis das TVs educativas e a viabilidade começou a existir. Assim, através de 21 emissoras independentes e educativas, o Centro Nacional de Comunicações cria a Rede Meridional de Televisão, se extendendo para mais de 4 Estados.
Mesmo com 20 anos, Elmo torna-se um dos responsáveis pelo departamento de criação da rede. Por causa da experiência que adquiriu em programação visual, tanto eletrônica como gráfica e virtual, como também por causa pela experiência como cenógrafo.
Em 2002 novos frutos foram colhidos, quando, ao representar a Rede Meridional de Rádio e Televisão estabelece uma parceria com a Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira, que conta com a ajuda da equipe que ajudou a criar o Canal 1, que agora, faz parte do Portal da Pró-TV - hoje considerado página oficial do Museu da Televisão Brasileira
(www.redemeridional.com.br/protv/)
Hoje, mesmo com tantas obrigações, Elmo continua apaixonado pelo que faz, sempre com dedicação. E escrever para o Sampa On Line usando a coluna como ponte para o diálogo com o internauta, levando a frente sua meta de que nunca é tarde para aprender mais e nem para ensinar, fazendo uma troca sadia de conhecimentos para preservar a história do meio televisivo.
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